
"...dialéctica viva suscitadora simultaneamente do bem e do mal, do senhor e do servo, um ao outro unidos como corpo à sua sombra." Eduardo Lourenço
2009/12/14
2009/12/13
Espuma do tempo

Ontem como hoje.
" Todas as conjunturas politicas cunham uma terminologia que lhes serve de identificação, e que dispensa, em várias emergências, a necessidade de formulação de um pensamento adaptado às exigencias dos interesses em causa. O verbalismo preenche os espaços vazios, e o simples discurso vai entretendo a falta de propostas, e ocultando a perda definitiva de valores aos quais não se acudiu a tempo. Neste processo, a omissão habitual, quando não sistemática, da referencia a palavras que invocam valores não participados ou combatidos pelas forças em presença, assume uma inegável importancia sintomática porque o silencio é, no processo politico, uma fonte documental tão importante como o discurso. Aquilo que esconde está em luta com aquilo que ostenta. Esta comum observação metodológica tem particular importancia sempre que os instrumentos ideológicos e de comunicação ficam monopolizados seja qual for a composição do bloco do poder que tenha conseguido capturar tais instrumentos.
Não parece necessário qualquer esforço para reconhecer que o processo em curso requer atenção para este problema, não sendo também dificil de admitir que muitas das palavras, que se tornam típicas, ilustram pouco a lingua portuguesa que se vai tornando corrente. Compreende-se que algumas pessoas que falam e escrevem encontrem nessa inovação um recurso pessoal indispensavel para expressarem o seu vigor intelectual e firmeza de convicções, mas é pena que o simples acaso torne algumas raras vezes impossivel deixar de as ouvir ou de a ler. Não parece indispensavel estender à linguagem uma tal paixão ideológica pela igualdade que acaba por dar cidadania igual à palavra e ao palavrão, à critica de opiniões e ao insulto a quem opina, ao combate ao governo e á difamação de quem governa, ao repúdio das ideias e à degradação de quem as sustenta. Tal vulgaridade, que muito frequentemente apenas procura esconder a fraqueza, não parece fazer falta para dar carácter a nenhuma conjuntura mas, naturalmente, a decisão pertence aos responsaveis pela mesma."
Adriano Moreira, O Novissimo Príncipe, análise da revolução, 1977, editora intervenção.
Não parece necessário qualquer esforço para reconhecer que o processo em curso requer atenção para este problema, não sendo também dificil de admitir que muitas das palavras, que se tornam típicas, ilustram pouco a lingua portuguesa que se vai tornando corrente. Compreende-se que algumas pessoas que falam e escrevem encontrem nessa inovação um recurso pessoal indispensavel para expressarem o seu vigor intelectual e firmeza de convicções, mas é pena que o simples acaso torne algumas raras vezes impossivel deixar de as ouvir ou de a ler. Não parece indispensavel estender à linguagem uma tal paixão ideológica pela igualdade que acaba por dar cidadania igual à palavra e ao palavrão, à critica de opiniões e ao insulto a quem opina, ao combate ao governo e á difamação de quem governa, ao repúdio das ideias e à degradação de quem as sustenta. Tal vulgaridade, que muito frequentemente apenas procura esconder a fraqueza, não parece fazer falta para dar carácter a nenhuma conjuntura mas, naturalmente, a decisão pertence aos responsaveis pela mesma."
Adriano Moreira, O Novissimo Príncipe, análise da revolução, 1977, editora intervenção.
2009/12/10
Estúpidos?!

Estes Irlandeses vão continuar na cauda da Europa.
Não percebem nada de economia. Nós em plena crise aumentámos os salários da função pública. Como todos sabemos já saímos da crise.
Será que não aprendem nada com o nosso Governo? Oh Sócrates vai lá pá!
Não percebem nada de economia. Nós em plena crise aumentámos os salários da função pública. Como todos sabemos já saímos da crise.
Será que não aprendem nada com o nosso Governo? Oh Sócrates vai lá pá!
Regionalização/ Parte 2

“Só um independente entre 18 novos governadores civis”
Noticia do DN publicada no site do Governo Civil de Évora.
Se em tempo de vacas gordas os governos civis não tinham razão para existir, em tempo de dificuldades e de crise económica não acabam porquê?
Porque as regiões ainda não estão criadas, e as estruturas locais do estado já não aguentam tantos políticos, familiares e amigos.
Alguém consegue descobrir uma única razão (inteligente) para a manutenção dos governos civis?
Regionalização

Votei contra a divisão do país em regiões.
Não consigo perceber de onde vêm as vantagens da regionalização para um país tão pequeno. Uma verdadeira descentralização administrativa funcionaria, na minha opinião, muito melhor que a criação de regiões.
Poderíamos até dizer ( não acredito mas enfim), que ter uma verdadeira descentralização administrativa é equivalente a ter a regionalização. Tratar-se-ia assim apenas de uma questão de modelo.
O problema é que vivemos em Portugal. Nunca é um problema de modelo. O problema são as pessoas e as estruturas partidárias.
Uma noticia do Diário as Beiras de hoje, que nada tem a ver com a regionalização, demonstra isso mesmo.
“Beatriz Proença já não é directora da Direcção Regional de Educação do Centro (DREC).”
È assim que começa a noticia do Diário as Beiras. Pelos vistos a senhora começou a trabalhar, sem ter sido ainda formalmente empossada no cargo ( formalismos ridículos na opinião das nossas luminárias politicas) e veio a sair ( pelos vistos sem entrar, formalmente) devido a uma questão de incompatibilidades legais.
A própria noticia dá conta que esta é a razão oficial( que em bendita hora alguém se lembrou).
“Como a a nova directora iniciou funções a 2 de Dezembro. Não tomou posse, como parece já estar a tornar-se um hábito, na função pública.”
“A verdadeira é politica. “Para a maioria das fontes contactadas pelo DIÁRIO AS BEIRAS, porém, a incompatibilidade detectada (tardiamente, diga-se) até deu jeito, dada a falta de vontade de aceitar os adjuntos que as estruturas partidárias da região lhe quiseram impor”
“Desde o início, porém, algo parecia não "bater bem". Por um lado, porque todos os demais directores regionais viram já as respectivas nomeações publicadas. Depois, porque Beatriz Proença terá dito às adjuntas, que transitavam da anterior equipa, não saber se continuariam. Sucede que enquanto a continuidade de uma delas – Helena Libório, de Aveiro –, era dada como garantida, por pressão do PS aveirense, já a de Cristina Matos Dias, oriunda de Castelo Branco, era dada como vetada (sobretudo depois de o marido, ex-adjunto da governadora civil de Castelo Branco, ter abandonado o gabinete de Alzira Serrasqueiro). Refira-se, ainda, que a surpresa
pela nomeação de Beatriz Proença nunca assentou nas competências ou no currículo, académico e profissional da antiga delegada regional do Centro da Inspecção Geral de Educação (IGE). Em causa, sobretudo, a novidade de se tratar de alguém oriundo de uma área nada habitual – a inspecção. Ora, terá sido justamente este o ponto que originou a jutificação da alegada incompatibilidade. É que, enquanto delegada da IGE, teve de lidar com diversos dossiês e processos, no mínimo, delicados, que envolvem as escolas e a própria DREC. Mas, de acordo com várias fontes contactadas pelo DIÁRIO AS BEIRAS, a razão de fundo desta insólita situação tem a ver com a mais pura e dura intriga política. No caso, a "guerra" entre o PS de Coimbra e de Viseu, que é recorrente, de cada vez que se trata de nomear algum responsável regional. Ora, neste caso, a alegada nomeação de Beatriz Proença – uma discreta militante na secção dos Olivais – foi bem recebida em Coimbra, nomeadamente, pelo presidente da Federação Distrital do PS. Victor Baptista– que não é secretário de Estado, ao contrário do líder federativo da capital da Beira Alta, José Junqueiro –, via, assim, "cair- -lhe do céu" uma vitória para Coimbra e logo num sector, o da Educação, que Viseu há muito parece querer assumir como "feudo".
“PS/Viseu 1PS/Coimbra 0”
Entretanto, do lado viseense, houve quem trabalhasse à séria,
Foi o caso do candidato a director regional adjunto, Alcídio Faustino, que fez constar, junto da imprensa local, que foi ele a declinar a indigitação. Faustino, recorde-se, já exerceu as funções de coordenador educativo distrital e era governador civil recente, lugar em que não durou mais de uns escassos meses, pois Miguel Ginestal – um dos derrotados das Autárquicas – tinha o cargo garantido... e, obviamente, ocupa-o. Por isso, era voz corrente, entre os socialistas de Viseu, que Junqueiro e seus pares iriam tentar tudo para levá-lo a... director regional. E ontem, entre muitos quadros socialistas ligados ao sector da Educação, circulava mesmo uma graçola, em forma de SMS, com o sugestivo teor de "PS/Viseu 1 – PS/Coimbra 0".
Não consigo perceber de onde vêm as vantagens da regionalização para um país tão pequeno. Uma verdadeira descentralização administrativa funcionaria, na minha opinião, muito melhor que a criação de regiões.
Poderíamos até dizer ( não acredito mas enfim), que ter uma verdadeira descentralização administrativa é equivalente a ter a regionalização. Tratar-se-ia assim apenas de uma questão de modelo.
O problema é que vivemos em Portugal. Nunca é um problema de modelo. O problema são as pessoas e as estruturas partidárias.
Uma noticia do Diário as Beiras de hoje, que nada tem a ver com a regionalização, demonstra isso mesmo.
“Beatriz Proença já não é directora da Direcção Regional de Educação do Centro (DREC).”
È assim que começa a noticia do Diário as Beiras. Pelos vistos a senhora começou a trabalhar, sem ter sido ainda formalmente empossada no cargo ( formalismos ridículos na opinião das nossas luminárias politicas) e veio a sair ( pelos vistos sem entrar, formalmente) devido a uma questão de incompatibilidades legais.
A própria noticia dá conta que esta é a razão oficial( que em bendita hora alguém se lembrou).
“Como a a nova directora iniciou funções a 2 de Dezembro. Não tomou posse, como parece já estar a tornar-se um hábito, na função pública.”
“A verdadeira é politica. “Para a maioria das fontes contactadas pelo DIÁRIO AS BEIRAS, porém, a incompatibilidade detectada (tardiamente, diga-se) até deu jeito, dada a falta de vontade de aceitar os adjuntos que as estruturas partidárias da região lhe quiseram impor”
“Desde o início, porém, algo parecia não "bater bem". Por um lado, porque todos os demais directores regionais viram já as respectivas nomeações publicadas. Depois, porque Beatriz Proença terá dito às adjuntas, que transitavam da anterior equipa, não saber se continuariam. Sucede que enquanto a continuidade de uma delas – Helena Libório, de Aveiro –, era dada como garantida, por pressão do PS aveirense, já a de Cristina Matos Dias, oriunda de Castelo Branco, era dada como vetada (sobretudo depois de o marido, ex-adjunto da governadora civil de Castelo Branco, ter abandonado o gabinete de Alzira Serrasqueiro). Refira-se, ainda, que a surpresa
pela nomeação de Beatriz Proença nunca assentou nas competências ou no currículo, académico e profissional da antiga delegada regional do Centro da Inspecção Geral de Educação (IGE). Em causa, sobretudo, a novidade de se tratar de alguém oriundo de uma área nada habitual – a inspecção. Ora, terá sido justamente este o ponto que originou a jutificação da alegada incompatibilidade. É que, enquanto delegada da IGE, teve de lidar com diversos dossiês e processos, no mínimo, delicados, que envolvem as escolas e a própria DREC. Mas, de acordo com várias fontes contactadas pelo DIÁRIO AS BEIRAS, a razão de fundo desta insólita situação tem a ver com a mais pura e dura intriga política. No caso, a "guerra" entre o PS de Coimbra e de Viseu, que é recorrente, de cada vez que se trata de nomear algum responsável regional. Ora, neste caso, a alegada nomeação de Beatriz Proença – uma discreta militante na secção dos Olivais – foi bem recebida em Coimbra, nomeadamente, pelo presidente da Federação Distrital do PS. Victor Baptista– que não é secretário de Estado, ao contrário do líder federativo da capital da Beira Alta, José Junqueiro –, via, assim, "cair- -lhe do céu" uma vitória para Coimbra e logo num sector, o da Educação, que Viseu há muito parece querer assumir como "feudo".
“PS/Viseu 1PS/Coimbra 0”
Entretanto, do lado viseense, houve quem trabalhasse à séria,
Foi o caso do candidato a director regional adjunto, Alcídio Faustino, que fez constar, junto da imprensa local, que foi ele a declinar a indigitação. Faustino, recorde-se, já exerceu as funções de coordenador educativo distrital e era governador civil recente, lugar em que não durou mais de uns escassos meses, pois Miguel Ginestal – um dos derrotados das Autárquicas – tinha o cargo garantido... e, obviamente, ocupa-o. Por isso, era voz corrente, entre os socialistas de Viseu, que Junqueiro e seus pares iriam tentar tudo para levá-lo a... director regional. E ontem, entre muitos quadros socialistas ligados ao sector da Educação, circulava mesmo uma graçola, em forma de SMS, com o sugestivo teor de "PS/Viseu 1 – PS/Coimbra 0".
E estamos a falar de nomeações que deveriam ser feitas com base na competência técnica dos visados. Imaginem se não fosse.
2009/12/09
Medina Carreira

Medina Carreira esteve na tertúlia 125 minutos com, que decorreu no Casino da Figueira da Foz.
As paginas on line dos Jornais dão a conhecer alguns aspectos da sua intervenção.
Invariavelmente, as chamadas de atenção viram-se para muita da terminologia utilizada.
Medina Carreira está a transformar-se num personagem pitoresco. Não tanto por sua culpa mas em virtude da “qualidade” da assistência.
Os portugueses, ou pelo menos uma grande maioria, olha para Medina Carreira como narrador de um filme. Uma comédia com aspectos trágicos mas para a qual existe um final aceitável. Uma espécie de 4 casamentos e um funeral.
Nos ultimes 35 anos os Portugueses não souberam realmente o que é bater no fundo.
Uma euforia pós revolucionaria que contou e esbanjou o dinheiro que havia. Quando faltou o dinheiro recorreu-se ao FMI e, posteriormente deu-se a entrada na CEE. Estamos a chegar a um fim de ciclo. Perante isto o que faz esta sociedade. Espera que alguém venha e nos dê mais algum.

O quadro é preto
Se perguntarmos novamente de cor é o quadro diremos, é preto
Se continuarmos a perguntar qual é a sua cor a resposta será sempre, preto.
Será sempre não! A sociedade portuguesa está a viver um "daltonismo" funcional, de interesses e de corrupção.
Haverá sempre uma grande parte desta sociedade que, pelas mais variadas razões, negará o estado em que estamos.
Preto não. Preto claro, preto menos escuro, preto acastanhado, “preto de todas as cores menos preto”. Preto é que não!
2009/12/07
Entrega dos Prémios Cunca das Artes 2009
Hoje no Diário as Beiras
Não sei as razões que levaram à ausência de representação e apoio institucional por parte das entidades públicas da Figueira da Foz e a não estarem presentes na entrega dos Prémios Cunca das Artes 2009, sábado, no Restaurante Teimoso, em Buarcos.
Não sei as razões que levaram à ausência de representação e apoio institucional por parte das entidades públicas da Figueira da Foz e a não estarem presentes na entrega dos Prémios Cunca das Artes 2009, sábado, no Restaurante Teimoso, em Buarcos.
A participação do “conselheiro da Cultura do governo autónomo da Galiza” demonstra uma visão completamente diferente.
A cultura é hoje muito mais que recreação. Representa uma área com potencial económico e de desenvolvimento estratégico.
Os Espanhóis sempre levaram muito a sério os mecanismos de internacionalização cultural e económica.
Deste lado da fronteira, capelas e capelinhas, barões e baronetes, sempre entenderam tais dinâmicas como provincianas e sem dignidade.
No fundo sempre actuaram à medida da sua capacidade. São capazes de tudo, e com muito jeito diga-se, para ocuparem os cargos. Quando lá chegam não conseguem projectar nada de relevante.
Basta ver o que é o instituto Cervantes comparado com o nosso Instituto Camões.
Vivemos um tempo de escassas oportunidades. Não nos podemos dar ao luxo de desperdiçar quaisquer contactos que, por muito irrelevantes que pareçam, podem contribuir para estabelecer pontes para projectos maiores e, porque não dize-lo mais lucrativos.
Nota: Na noticia do Diario as Beiras“Em Novembro último, Santiago de Compostela testemunhou a entrega dos prémios a 14 artistas e entidades galegas. Na versão portuguesa, foi atribuído um prémio especial ao pintor e escultor Mário Silva. Porém, não o foi receber porque o presidente da Junta de S. Julião, Góis Moço, ficou de o ir buscar a Lavos, segundo a organização. Mas não foi, e faltaram os dois à cerimónia.”
Isto é demasiado deprimente para ser verdade. Ou não?
Nota: Na noticia do Diario as Beiras“Em Novembro último, Santiago de Compostela testemunhou a entrega dos prémios a 14 artistas e entidades galegas. Na versão portuguesa, foi atribuído um prémio especial ao pintor e escultor Mário Silva. Porém, não o foi receber porque o presidente da Junta de S. Julião, Góis Moço, ficou de o ir buscar a Lavos, segundo a organização. Mas não foi, e faltaram os dois à cerimónia.”
Isto é demasiado deprimente para ser verdade. Ou não?
Só Fica bem

Hoje no Diário as Beiras
“O ANTIGO presidente da Câmara da Figueira da Foz Duarte Silva foi alvo de um voto de público reconhecimento pelo seu empenho enquanto autarca na construção da central da EDP em Lares, Vila Verde. A iniciativa partiu do seu sucessor, João Ataíde, na sequência das críticas que o vereador da oposição Miguel Almeida lhe teceu por não ter referido o nome do antecessor na inauguração da unidade da eléctrica portuguesa (ver edição de sexta-feira). O voto foi aprovado por unanimidade, na primeira reunião de câmara deste mês.”
2009/12/06
Movimento

Entrevista ao JN
Pedro Passos Coelho deu mais uma prova de vida. O objectivo é afirmar que é candidato e que esta liderança deixou de existir.
Substância zero.
Pedro Passos Coelho ainda não percebeu que o PSD precisa de um projecto politico muito mais do que uma liderança.
Ainda não percebeu que, numa altura em que os valores e a ética politica estão pela rua da amargura, Manuela Ferreira Leite é o seguro de vida do PSD.
Pedro Passos Coelho ainda não percebeu que não está a liderar um movimento alternativo mas o movimento dos sem tacho.
2009/12/05
Vergonha de Estado.
2009/12/04
Protocolo
Hoje no Diário as Beiras
“OS RESPONSÁVEIS da EDP e o presidente da Câmara da Figueira da Foz, João Ataíde, “esqueceram-se se” de Duarte Silva, apesar de se encontrar entre os convidados que participavam na inauguração da central de Lares. Miguel Almeida manifestou desagrado pelo “esquecimento”, na última reunião de câmara. Disse que mandava a edução que se fizesse referência a quem se empenhou na construção da unidade de produção eléctrica. De forma implícita, João Ataíde respondeu-lhe que não precisava de receber lições de educação e protocolo. Por outro lado, lembrou-lhe que a cerimónia decorreu em casa alheia e que por isso não lhe competia a ele referir-se ao seu antecessor.”
Espero que, quando outras cerimónias decorram em casa alheia e, seja “necessário” “Justificar” o que não vai fazer, mantenha os mesmo rigor.
Ou será que estamos a falar, só, de protocolo para inaugurações.
“OS RESPONSÁVEIS da EDP e o presidente da Câmara da Figueira da Foz, João Ataíde, “esqueceram-se se” de Duarte Silva, apesar de se encontrar entre os convidados que participavam na inauguração da central de Lares. Miguel Almeida manifestou desagrado pelo “esquecimento”, na última reunião de câmara. Disse que mandava a edução que se fizesse referência a quem se empenhou na construção da unidade de produção eléctrica. De forma implícita, João Ataíde respondeu-lhe que não precisava de receber lições de educação e protocolo. Por outro lado, lembrou-lhe que a cerimónia decorreu em casa alheia e que por isso não lhe competia a ele referir-se ao seu antecessor.”
Espero que, quando outras cerimónias decorram em casa alheia e, seja “necessário” “Justificar” o que não vai fazer, mantenha os mesmo rigor.
Ou será que estamos a falar, só, de protocolo para inaugurações.
Era preferível estarem calados
Hoje no Diário as Beiras
“PS “solidário” com candidatos de Quiaios”
“Actualmente, a junta de freguesia está a ser gerida por uma comissão administrativa, nomeada pelo Governo Civil de Coimbra, até à realização de próximas eleições. Esta é presidida por Augusto Marques, mais dois elementos da sua candidatura e outro do PS. Os mesmos elementos que integravam a proposta apresentada pelo candidato independente e que foi chumbada na assembleia de freguesia.”
Ou a notícia distorce o comunicado ou este é um disparate.
Até hoje o único comunicado coerente é o da Lista independente a Quiaios. A própria composição da comissão administrativa e o facto de nunca ter sido desmentido demonstra isso.
“PS refere que “não comunga das atitudes do cabeça de lista da lista independente, ao querer transformar maiorias relativas em maiorias absolutas”
Mas não foi o candidato da lista independente que propôs lugares ao PS? Concretizem lá de que forma a composição apresentada transformava maiorias relativas em maiorias absolutas.
“o povo foi soberano ao pronunciar-se nas urnas, obrigando os vencedores “a cederem à vontade mútua e não apenas à individual”.
Como? Vontade mútua! Que raio de lógica ou de politica é esta?
“tendo em conta que em nada contribuiu para esta situação e, por isso mesmo, rejeita que neste episódio sejam atribuídas culpas às listas opositoras e aos eleitores”
Em nada contribuiu para esta situação? Então de quem foi o arranjo. Não foi PS e CDU.
“Queremos deixar para os nossos leitores a interpretação que fizemos dos resultados eleitorais, com a certeza porém de que quando o Povo consagra o seu voto nem sempre o faz com justiça.”
Foram os vossos colegas de “coligação” que se queixaram dos eleitores.
Espero que os partidos na câmara não comunguem de tão inteligente política.
Contudo, já devem ter tirado cópia deste hino à ciência política para justificar muitas das futuras tomadas de posição.
Era preferível estarem calados……
“PS “solidário” com candidatos de Quiaios”
“Actualmente, a junta de freguesia está a ser gerida por uma comissão administrativa, nomeada pelo Governo Civil de Coimbra, até à realização de próximas eleições. Esta é presidida por Augusto Marques, mais dois elementos da sua candidatura e outro do PS. Os mesmos elementos que integravam a proposta apresentada pelo candidato independente e que foi chumbada na assembleia de freguesia.”
Ou a notícia distorce o comunicado ou este é um disparate.
Até hoje o único comunicado coerente é o da Lista independente a Quiaios. A própria composição da comissão administrativa e o facto de nunca ter sido desmentido demonstra isso.
“PS refere que “não comunga das atitudes do cabeça de lista da lista independente, ao querer transformar maiorias relativas em maiorias absolutas”
Mas não foi o candidato da lista independente que propôs lugares ao PS? Concretizem lá de que forma a composição apresentada transformava maiorias relativas em maiorias absolutas.
“o povo foi soberano ao pronunciar-se nas urnas, obrigando os vencedores “a cederem à vontade mútua e não apenas à individual”.
Como? Vontade mútua! Que raio de lógica ou de politica é esta?
“tendo em conta que em nada contribuiu para esta situação e, por isso mesmo, rejeita que neste episódio sejam atribuídas culpas às listas opositoras e aos eleitores”
Em nada contribuiu para esta situação? Então de quem foi o arranjo. Não foi PS e CDU.
“Queremos deixar para os nossos leitores a interpretação que fizemos dos resultados eleitorais, com a certeza porém de que quando o Povo consagra o seu voto nem sempre o faz com justiça.”
Foram os vossos colegas de “coligação” que se queixaram dos eleitores.
Espero que os partidos na câmara não comunguem de tão inteligente política.
Contudo, já devem ter tirado cópia deste hino à ciência política para justificar muitas das futuras tomadas de posição.
Era preferível estarem calados……
2009/12/03
Ética Republicana

Quando um politico está aflito com alguma coisa chama em sua defesa os valores da ética republicana.
Nunca os aplica como regra de conduta e tomada de decisão. Pelo contrário.
O apelo à ética republicana serve apenas para justificar, mal, tomadas de posição ou opções sem ter, dizem eles, que dar qualquer justificação.
Eu compreendo a dificuldade. Tentar seguir princípios que pouco nos dizem não é fácil. Procurar ética republicana nas nossas repúblicas é difícil. Podiam no entanto adoptar a ética de outras republicas e, porque não, monarquias, bem mais organizadas que a nossa.
A ( falta) ética republicana é no fundo uma mulher de má vida ( ou homem para sermos democráticos) que vai com tudo e com todos sempre disposta a satisfazer todas as fantasias e perversidades de quem paga mais ou mostra ter poder. Disponível para ser usada desde que seja pago o devido preço pelo serviço. Como profissional de elevado custo apenas recebe as “elites”. Para os grunhos menos abastados mas, igualmente dedicados, resta a ética de beira da estrada. Não tem o mesmo nível mas para o que é serve.
Pior que a falta de ética é a deturpação dos valores éticos. Nota-se menos mas os efeitos são muito mais nefastos.
2009/12/02
Silêncios.

Confesso que, após as eleições autárquicas, tinha receio que o PSD Figueira acabasse por cometer alguns erros graves.
Por um lado dedicar-se à caça as bruxas, ajustes de contas, processos disciplinares e a uma luta interna feita de acusações pessoais. Outra opção era esperar que passasse o choque inicial da derrota e fazer de conta que não aconteceu nada de muito relevante.
Fiquei surpreendido? Não.
O que se tem passado é uma forma mitigada das duas opções que tinha equacionado. Era a opção que tinha como menos verosímil. Falarei dela em futuros posts.
Contudo, podemos pelo menos especular sobre a natureza destes silêncios. Não é seguramente a melhor opção mas é a que resta.
Será que o PSD Figueira ( todos ) percebeu que foi o principal responsável e grande derrotado das eleições autárquicas?
Será que o PSD Figueira ( todos ) não percebeu que instaurar processos disciplinares sem uma discussão profunda sobre os últimos 4 anos levará a que a mesma seja feita numa altura menos própria, por exemplo nas eleições para a concelhia?
Será que o PSD Figueira ( todos ) não percebeu que já não é fácil arregimentar militantes para apoiar o candidato A ou B, porque estes já estão fartos de apoiar candidatos em vez de apoiar projectos políticos?
Será que o PSD Figueira ( todos ) não percebeu que precisa de se abrir, não só aos novos militantes como à sociedade civil renovando os seus quadros?
Neste sentido, será que o PSD Figueira ( todos ) não percebeu que as candidaturas e listas de apoiantes não podem continuar, sistemática e persistentemente, com os mesmos nomes? Nomes que já tiveram as mais diversas opções e apoiaram candidatos com visões completamente opostas. A diversidade e o pluralismo são importantes. Em larga escala é anarquia.
Será que o PSD Figueira ( todos ) não percebeu que precisa urgentemente de começar a trabalhar num projecto politico alternativo ao PS?
Será que o PSD Figueira ( todos ) não percebeu que tendo o PS maioria relativa vai ser chamado muitas vezes a votar favoravelmente politicas do PS sendo ainda mais importante construir uma alternativa coerente?
Os silêncios nem sempre são positivos.
O que se tem passado é uma forma mitigada das duas opções que tinha equacionado. Era a opção que tinha como menos verosímil. Falarei dela em futuros posts.
Contudo, podemos pelo menos especular sobre a natureza destes silêncios. Não é seguramente a melhor opção mas é a que resta.
Será que o PSD Figueira ( todos ) percebeu que foi o principal responsável e grande derrotado das eleições autárquicas?
Será que o PSD Figueira ( todos ) não percebeu que instaurar processos disciplinares sem uma discussão profunda sobre os últimos 4 anos levará a que a mesma seja feita numa altura menos própria, por exemplo nas eleições para a concelhia?
Será que o PSD Figueira ( todos ) não percebeu que já não é fácil arregimentar militantes para apoiar o candidato A ou B, porque estes já estão fartos de apoiar candidatos em vez de apoiar projectos políticos?
Será que o PSD Figueira ( todos ) não percebeu que precisa de se abrir, não só aos novos militantes como à sociedade civil renovando os seus quadros?
Neste sentido, será que o PSD Figueira ( todos ) não percebeu que as candidaturas e listas de apoiantes não podem continuar, sistemática e persistentemente, com os mesmos nomes? Nomes que já tiveram as mais diversas opções e apoiaram candidatos com visões completamente opostas. A diversidade e o pluralismo são importantes. Em larga escala é anarquia.
Será que o PSD Figueira ( todos ) não percebeu que precisa urgentemente de começar a trabalhar num projecto politico alternativo ao PS?
Será que o PSD Figueira ( todos ) não percebeu que tendo o PS maioria relativa vai ser chamado muitas vezes a votar favoravelmente politicas do PS sendo ainda mais importante construir uma alternativa coerente?
Os silêncios nem sempre são positivos.
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