Ao que parece, Paredes e João Portugal vão ser candidatos nas eleições internas do PS. Nestas coisas não é de admirar uma terceira candidatura se tivermos em conta que os dois vêm do mesmo sítio.
O que é mais extraordinário é que muitos militantes socialistas já começam a falar, e em relação a este cenário, numa mudança.
Paredes caiu em desgraça nas últimas eleições. Agora, o sr. Paredes não esteve sozinho. E quem foi que esteve ao seu lado ao longo destes anos e não se distanciou claramente depois das eleições? Pois. Nestas lógicas internas PS e PSD são siameses.
Pode haver uma outra razão. O PS gosta do Paredes mas acha que este está velho. Querem um “Paredes” mas mais novo. Será isso? Vá, mudem lá alguma coisa para que tudo fique na mesma.
"...dialéctica viva suscitadora simultaneamente do bem e do mal, do senhor e do servo, um ao outro unidos como corpo à sua sombra." Eduardo Lourenço
2010/02/14
PSD Figueira
A manifesta falta de tempo não tem permitido “postar”. Contudo não me sinto “encornado” pela falta de tempo já que esta era previsível.
Defendi que o PSD não deveria iniciar a discussão sobre o resultado eleitoral logo após o fim do mesmo. Não iriam discutir nada apenas fazer “ajustes de contas”.
Sempre pensei que o mês de Janeiro seria o ideal para fazer este exercício.
Passou o mês de Janeiro e nada. Ou melhor, apenas umas declarações do Sr. Presidente da Concelhia a dizer que já tinha pedido uma reunião e que esta ainda não tinha sido marcada. Fez mal em dizer isto. Se queria uma reunião e ela ainda não tinha sido marcada tinha mais é que fazer “Barulho” e exigi-la. Isto é revelador.
O PSD foi o principal responsável pela derrota eleitoral. Duarte Silva teve, como sempre tem de ser, a sua parte da responsabilidade.
O PSD durante 4 anos esteve envolvido em lutas internas. Estas lutas prejudicaram não só o partido como a actividade da câmara. Só os mais ingénuos ou distraídos é que não previam isso.
Antes das últimas eleições ganhas pelo PSD disse a alguns militantes que a minha preocupação não era se iríamos ganhar ou não. Era previsível a vitoria. O meu problema era que o PSD estava no poder à muito tempo e que era da sua natureza começar a “comer-se por dentro”. Quando o projecto assenta basicamente no exercício do poder as lealdades são também nesta lógica. Se não existe um projecto político as fidelidades são feitas por interesses. Bons ou maus.
Esta realidade concretizou-se antes e depois da vitória de Lidio Lopes. Lidio Lopes deveria ter percebido que o partido que começou a liderar estava muito dividido. Optou pela fuga para a frente. Podemos culpar Lidio Lopes por tudo o que se passou antes e depois da sua eleição. Não. Agora, não podemos apagar ou minimizar o que se passou no seu mandato.
Quando Lidio Lopes ganha a Concelhia tinha apenas duas alternativas viáveis para seguir. Optou por uma terceira que era um beco sem saída.
Podia ter chegado a uma solução de compromisso com os adversários. Não era fácil mas com muito trabalho e cedências de parte a parte podia ter conseguido. No caso de tal não ser possível restava-lhe apresentar um projecto que ocupasse o espaço de divergência interna. Para esta tarefa não bastava a sua boa vontade e capacidade, precisava de uma equipa.
Se Lidio Lopes pode culpar os seus opositores por não ter sido possível chegar a primeira alternativa já não o pode fazer nem quanto a segunda nem quanto a terceira. Estas dependiam dele e da sua equipa. Será que Lidio Lopes só percebeu esta realidade quando foi derrotado na votação interna e perdeu para Miguel Almeida. Se foi assim é ainda mais grave.
A criação de um concelho consultivo ( não tenho a certeza de que era assim que se chamava) não passou de uma lista de muitos nomes. Toda a gente sabe que estas iniciativas, e principalmente num concelho, só funcionam com pouca gente. Os documentos ou estudos finais podem ter a participação de muita gente e de variadas tendências mas, o estudo e o trabalho tem de ser de poucos. Para desenvolver este trabalho é preciso que os grupos criem uma dinâmica própria. Depois é que o resultado desse trabalho pode ser apresentado a um leque de pessoas mais abrangente e discutido. Nada disso se passou. Pior, ao ver a lista nós podemos chegar ainda com mais facilidade as conclusões que defendemos. Basta ver a lista e ver o que aconteceu nas eleições. Quantos dos que lá figuravam defenderam o projecto do PSD para a câmara? O eng. Daniel dos Santos até criou um movimento próprio e muitos apoiaram o PS. Para quem está de fora o que é que isso quer dizer??? Quase podíamos afirmar que o PSD forneceu, em listas próprias e alheias, a maior parte dos candidatos e em consequência dos votos.
No final das eleições o PSD podia e devia ter tido muita calma e ponderação na análise disciplinar dos seus militantes. Se existiram militantes que prejudicaram o partido também existem atenuantes. Tudo devia ter sido ponderado. E foi. Ao que parece não.
Não ligando agora ao que dizem os estatutos – não porque não sejam importantes mas apenas porque se os mesmos tem sanções também tem atenuantes - o que é mais grave em termos de imagem e de mobilização do eleitorado: Um militante que cria uma lista independente na sua freguesia e concorre a eleições contra todos os partidos incluindo o seu ou um militante que, apesar de não fazer parte da lista adversária à câmara, apoia claramente o principal adversário aparecendo feliz e contente em manifestações publicas de apoio a esse candidato?
O PSD não tem um problema de liderança para resolver. Tem um grave problema de projecto político. Nas próximas eleições internas o que estará em causa é a capacidade de apresentar esse projecto político no final deste ano. Não estou a falar em provocar eleições. O PS tem toda a legitimidade para governar e o PSD deve contribuir para a boa governação da câmara. O que está em causa é apresentar um projecto alternativo que possa ser conhecido e discutido. O PSD precisa de ir explicando o que faria de diferente e como o faria. Precisa de explicar como seria alternativa e não alternância ao poder actual. Pode apostar no desgaste da maioria. Pode. Esta solução até pode dar uma vitória nas eleições mas é o pior para o PSD e para o Concelho.
Acresce ainda a tudo isto uma outra realidade que o micro clima político da Figueira não permite pensar. Em muitas das actuais juntas de freguesia do PSD os seus autarcas estão em fim de mandato. Um atraso na definição de um projecto político leva a que não se consiga arranjar apoios e massa crítica para continuar os projectos. Nem que seja por alternância de poder, muitas dessas juntas podem cair para o lado do PS. Não ocupar rapidamente estes espaços políticos e reforçar os que foram perdidos leva a que, em caso de dúvida, nas próximas eleições o partido do poder consiga recrutar apoios com maior facilidade. Em vez de esperar pela derrota do PS o PSD pode estar a contribuir para o reforço da sua maioria.
Está na altura do PSD crescer. Tem de acabar com as vitoriazinhas de massajar o ego, ora agora ganhas tu e a seguir ganho eu, e começar a fazer politica no verdadeiro sentido e nobre da palavra.
Nota final.
O principal responsável por tudo isto é Lidio Lopes? Acabará por ser porque era o Líder. Agora os militantes que fazem parte dos órgãos do partido não podem sacudir a água do capote. Se o líder deve assumir as suas responsabilidades os membros dos órgãos não podem ficar isentos das mesmas. Não podemos continuar a tolerar que muitas pessoas estejam sempre em todo lado e nunca sejam responsabilizadas por nada.
Não é admissível que as candidaturas contra e a favor sejam sempre protagonizadas pelos mesmos. Não é admissível que se aceite que estes dirigentes tenham sempre opinião e achem que tem a solução apenas no confronto eleitoral.
Aceitar isto é desresponsabilizar os dirigentes e criar uma máquina de destruição de lideranças, ou pior, de uma máquina que cria lideranças para os dirigentes habituais.
Não se trata de atirar para fora do partido estes dirigentes ou militantes. É apenas assumirem as suas responsabilidades.
Um exemplo claro: Lidio Lopes explicou à concelhia que queria ser candidato a deputado e estes disseram que não. Lidio Lopes optou por levar o seu nome e saiu derrotado. No final das eleições autárquicas não restava outra alternativa que não fosse retirar a confiança politica a esses militantes ou demitir-se,
Lidio Lopes explicou à concelhia que queria ser candidato a deputado e estes não disseram nada ou apoiaram. Lidio Lopes optou por levar o seu nome e saiu derrotado. No final das eleições autárquicas não restava outra alternativa que não fosse retirar a confiança política a esses militantes.
Ninguém fica bem na fotografia nem o candidato escolhido, Miguel Almeida.
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Defendi que o PSD não deveria iniciar a discussão sobre o resultado eleitoral logo após o fim do mesmo. Não iriam discutir nada apenas fazer “ajustes de contas”.
Sempre pensei que o mês de Janeiro seria o ideal para fazer este exercício.
Passou o mês de Janeiro e nada. Ou melhor, apenas umas declarações do Sr. Presidente da Concelhia a dizer que já tinha pedido uma reunião e que esta ainda não tinha sido marcada. Fez mal em dizer isto. Se queria uma reunião e ela ainda não tinha sido marcada tinha mais é que fazer “Barulho” e exigi-la. Isto é revelador.
O PSD foi o principal responsável pela derrota eleitoral. Duarte Silva teve, como sempre tem de ser, a sua parte da responsabilidade.
O PSD durante 4 anos esteve envolvido em lutas internas. Estas lutas prejudicaram não só o partido como a actividade da câmara. Só os mais ingénuos ou distraídos é que não previam isso.
Antes das últimas eleições ganhas pelo PSD disse a alguns militantes que a minha preocupação não era se iríamos ganhar ou não. Era previsível a vitoria. O meu problema era que o PSD estava no poder à muito tempo e que era da sua natureza começar a “comer-se por dentro”. Quando o projecto assenta basicamente no exercício do poder as lealdades são também nesta lógica. Se não existe um projecto político as fidelidades são feitas por interesses. Bons ou maus.
Esta realidade concretizou-se antes e depois da vitória de Lidio Lopes. Lidio Lopes deveria ter percebido que o partido que começou a liderar estava muito dividido. Optou pela fuga para a frente. Podemos culpar Lidio Lopes por tudo o que se passou antes e depois da sua eleição. Não. Agora, não podemos apagar ou minimizar o que se passou no seu mandato.
Quando Lidio Lopes ganha a Concelhia tinha apenas duas alternativas viáveis para seguir. Optou por uma terceira que era um beco sem saída.
Podia ter chegado a uma solução de compromisso com os adversários. Não era fácil mas com muito trabalho e cedências de parte a parte podia ter conseguido. No caso de tal não ser possível restava-lhe apresentar um projecto que ocupasse o espaço de divergência interna. Para esta tarefa não bastava a sua boa vontade e capacidade, precisava de uma equipa.
Se Lidio Lopes pode culpar os seus opositores por não ter sido possível chegar a primeira alternativa já não o pode fazer nem quanto a segunda nem quanto a terceira. Estas dependiam dele e da sua equipa. Será que Lidio Lopes só percebeu esta realidade quando foi derrotado na votação interna e perdeu para Miguel Almeida. Se foi assim é ainda mais grave.
A criação de um concelho consultivo ( não tenho a certeza de que era assim que se chamava) não passou de uma lista de muitos nomes. Toda a gente sabe que estas iniciativas, e principalmente num concelho, só funcionam com pouca gente. Os documentos ou estudos finais podem ter a participação de muita gente e de variadas tendências mas, o estudo e o trabalho tem de ser de poucos. Para desenvolver este trabalho é preciso que os grupos criem uma dinâmica própria. Depois é que o resultado desse trabalho pode ser apresentado a um leque de pessoas mais abrangente e discutido. Nada disso se passou. Pior, ao ver a lista nós podemos chegar ainda com mais facilidade as conclusões que defendemos. Basta ver a lista e ver o que aconteceu nas eleições. Quantos dos que lá figuravam defenderam o projecto do PSD para a câmara? O eng. Daniel dos Santos até criou um movimento próprio e muitos apoiaram o PS. Para quem está de fora o que é que isso quer dizer??? Quase podíamos afirmar que o PSD forneceu, em listas próprias e alheias, a maior parte dos candidatos e em consequência dos votos.
No final das eleições o PSD podia e devia ter tido muita calma e ponderação na análise disciplinar dos seus militantes. Se existiram militantes que prejudicaram o partido também existem atenuantes. Tudo devia ter sido ponderado. E foi. Ao que parece não.
Não ligando agora ao que dizem os estatutos – não porque não sejam importantes mas apenas porque se os mesmos tem sanções também tem atenuantes - o que é mais grave em termos de imagem e de mobilização do eleitorado: Um militante que cria uma lista independente na sua freguesia e concorre a eleições contra todos os partidos incluindo o seu ou um militante que, apesar de não fazer parte da lista adversária à câmara, apoia claramente o principal adversário aparecendo feliz e contente em manifestações publicas de apoio a esse candidato?
O PSD não tem um problema de liderança para resolver. Tem um grave problema de projecto político. Nas próximas eleições internas o que estará em causa é a capacidade de apresentar esse projecto político no final deste ano. Não estou a falar em provocar eleições. O PS tem toda a legitimidade para governar e o PSD deve contribuir para a boa governação da câmara. O que está em causa é apresentar um projecto alternativo que possa ser conhecido e discutido. O PSD precisa de ir explicando o que faria de diferente e como o faria. Precisa de explicar como seria alternativa e não alternância ao poder actual. Pode apostar no desgaste da maioria. Pode. Esta solução até pode dar uma vitória nas eleições mas é o pior para o PSD e para o Concelho.
Acresce ainda a tudo isto uma outra realidade que o micro clima político da Figueira não permite pensar. Em muitas das actuais juntas de freguesia do PSD os seus autarcas estão em fim de mandato. Um atraso na definição de um projecto político leva a que não se consiga arranjar apoios e massa crítica para continuar os projectos. Nem que seja por alternância de poder, muitas dessas juntas podem cair para o lado do PS. Não ocupar rapidamente estes espaços políticos e reforçar os que foram perdidos leva a que, em caso de dúvida, nas próximas eleições o partido do poder consiga recrutar apoios com maior facilidade. Em vez de esperar pela derrota do PS o PSD pode estar a contribuir para o reforço da sua maioria.
Está na altura do PSD crescer. Tem de acabar com as vitoriazinhas de massajar o ego, ora agora ganhas tu e a seguir ganho eu, e começar a fazer politica no verdadeiro sentido e nobre da palavra.
Nota final.
O principal responsável por tudo isto é Lidio Lopes? Acabará por ser porque era o Líder. Agora os militantes que fazem parte dos órgãos do partido não podem sacudir a água do capote. Se o líder deve assumir as suas responsabilidades os membros dos órgãos não podem ficar isentos das mesmas. Não podemos continuar a tolerar que muitas pessoas estejam sempre em todo lado e nunca sejam responsabilizadas por nada.
Não é admissível que as candidaturas contra e a favor sejam sempre protagonizadas pelos mesmos. Não é admissível que se aceite que estes dirigentes tenham sempre opinião e achem que tem a solução apenas no confronto eleitoral.
Aceitar isto é desresponsabilizar os dirigentes e criar uma máquina de destruição de lideranças, ou pior, de uma máquina que cria lideranças para os dirigentes habituais.
Não se trata de atirar para fora do partido estes dirigentes ou militantes. É apenas assumirem as suas responsabilidades.
Um exemplo claro: Lidio Lopes explicou à concelhia que queria ser candidato a deputado e estes disseram que não. Lidio Lopes optou por levar o seu nome e saiu derrotado. No final das eleições autárquicas não restava outra alternativa que não fosse retirar a confiança politica a esses militantes ou demitir-se,
Lidio Lopes explicou à concelhia que queria ser candidato a deputado e estes não disseram nada ou apoiaram. Lidio Lopes optou por levar o seu nome e saiu derrotado. No final das eleições autárquicas não restava outra alternativa que não fosse retirar a confiança política a esses militantes.
Ninguém fica bem na fotografia nem o candidato escolhido, Miguel Almeida.
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2010/01/29
MATILHA

Nós, e os que gostam de nós, somos bons. Mesmo bons. Então damos um toque moderno à coisa, made in USA, e vamos para aqui. Onde estão os nossos rapazes bons mas mesmo muito bons..
Depois ainda existe gente que não percebe que isto tambem é moderno
Portugal é demasiado pequeno para tanto inteligente.
Matilha

Eles entendem que isto é a VIDA COMO ELA É e sem comentários.
já agora podiam completar com isto:

Só uma pequena nota: Ganha mais que sócrates em salários. Mas ele tem mais que um?
2010/01/21
Guronsans que nunca tomei mas quero que os outros tomem
Mais uma boa descrição. Não conseguem, nunca, é arranjar um argumento pela positiva.
Disparates
2010/01/20
Depois o Cavaco é que é mau
"Quer isto dizer que o PS se deve pura e simplesmente render sem condições ao avanço unilateral "potestativo" de Alegre?
Não é crível que assim seja.
Parece fácil antecipar que o PS só pode "engolir o sapo" em contrapartida de um compromisso de Alegre no sentido de moderar o seu óbvio "gaullismo" presidencial (que leva consigo o risco de uma inaceitável deriva presidencialista, que o PS sempre combateu), a moderar a sua hostilidade contra os rumos da integração europeia (que as suas críticas ao Tratado de Lisboa e ao mercado interno revelam) e a atenuar a sua oposição à modernização social-democrata da teoria e da prática política do PS (que o levou a uma afinidade electiva com o Bloco de Esquerda).
Um partido responsável não pode abdicar de "red lines" nesta matéria, sob pena de
oportunismo."
Exatamente. vamos votar no Alegre que depois o PS vai atenuar, moderar etc....
Isso não será uma interferencia na actuação da presidencia do senhor alegre.
Alegre é o candidato do bloco de esquerda e da esquerda que o bloco defende.
Não contando com a extrema esquerda ninguem quer alegre.
Cavaco nas eleições para o segundo mandato de Soares soube colocar o País em primeiro Lugar. E este PS??
Não é crível que assim seja.
Parece fácil antecipar que o PS só pode "engolir o sapo" em contrapartida de um compromisso de Alegre no sentido de moderar o seu óbvio "gaullismo" presidencial (que leva consigo o risco de uma inaceitável deriva presidencialista, que o PS sempre combateu), a moderar a sua hostilidade contra os rumos da integração europeia (que as suas críticas ao Tratado de Lisboa e ao mercado interno revelam) e a atenuar a sua oposição à modernização social-democrata da teoria e da prática política do PS (que o levou a uma afinidade electiva com o Bloco de Esquerda).
Um partido responsável não pode abdicar de "red lines" nesta matéria, sob pena de
oportunismo."
Exatamente. vamos votar no Alegre que depois o PS vai atenuar, moderar etc....
Isso não será uma interferencia na actuação da presidencia do senhor alegre.
Alegre é o candidato do bloco de esquerda e da esquerda que o bloco defende.
Não contando com a extrema esquerda ninguem quer alegre.
Cavaco nas eleições para o segundo mandato de Soares soube colocar o País em primeiro Lugar. E este PS??
Quem és??
A coisas que são inaceitaveis. Pelo menos identificarem os seus responsaveis.
Tratam os militantes como empregados.
Se Manuela Ferreira Leite tiver vontade de continuar tem o meu voto.
Tratam os militantes como empregados.
Se Manuela Ferreira Leite tiver vontade de continuar tem o meu voto.
2010/01/19
Manuel Alegre

Quem é Manuel Alegre? A pergunta não obteve resposta. Agora, parece que não é só o centro direita que não gosta da ideia.
Diario as Beiras de Hoje
"PRESIDENCIAIS
Baptista acredita em Cavaco
VICTOR BAPTISTA acredita que o próximo Presidente da República vai chamar-se... Cavaco Silva. “Este é o tempo de Manuel Alegre e de uma nova candidatura à Presidência,mas temo que seja também o tempo de Cavaco, enquanto Presidente”, admite o deputado socialista. O líder do PS/Coimbra reagia, ontem, à recandidatura a Manuel Alegre, anunciada no final da semana em entrevista ao diário “i”. Baptista não é, como se sabe, um alegrista, mas não foi tão longe como outros dirigentes socialistas – como José Lello ou Vitalino Canas –, que já deixaram claro que rejeitam o apoio ao poeta. Alegre, por seu turno, também não parece preocupado. Ao “i”, referiu que “as opiniões menos favoráveis são sempre dos mesmos”, aproveitando para reiterar a intenção: “eu sei que é uma maçada para quem não gosta, mas é um facto consumado: a candidatura arrancou e está no terreno”. Em declarações à Antena 1, Victor Baptista começou por manifestar o “grande respeito” por Manuel Alegre, homem de “enorme dimensão cultural e humana”. Mas não deixou de lembrar a “caminhada muito própria” que ele sempre seguiu.
É o caso, agora, do anúncio da recandidatura, antecipando-se e, “portanto,condicionando” o PS. Nada, porém, que surpreenda o deputado eleito por Coimbra, que admite, mesmo, que o histórico socialista venha a recolher “muitos apoios” no distrito onde foi, várias vezes, cabeça de lista. Sobre apoios, Victor Baptista voltou a escusar-se a dizer se vai estar com Alegre. Mas sempre foi dizendo que o PS tem mais candidatos, “como Jaime Gama, António Vitorino ou António Guterres”.
A posição de Baptista é semelhante à da direcção do partido, que anunciou “respeitar e registar” a disponibilidade de Alegre, mas remeteu para mais tarde uma decisão sobre esta matéria, após a aprovação do Orçamento de Estado. "
2010/01/13
Para memória futura
No Diário as Beiras de ontem
"O deputado e líder distrital do PS é claro e, ao mesmo tempo, surpreendente. Victor Baptista coloca-se ao lado daqueles que consideram “errado” avançar com a regionalização a curto/médio prazo"
“Em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, Victor Baptista admite ser “um regionalista”. Mas, acima de tudo, “um realista”. O actual contexto de crise determina a sua opinião, levando-o a concluir que “houve uma alteração” e, por isso, é “obrigado” a não concordar com a regionalização. A regionalização resultaria, necessariamente, no aumento da despesa pública. É exactamente este cenário que Victor Baptista pretende evitar, por considerar que, neste momento, seria “incomportável para o país”. O deputado acredita que “faz pouco sentido pensar na regionalização, sem ter em consideração as despesas”. “A situação do país é muito delicada, e disso muita gente não tem noção.”
Só uma pequena nota.Que a situação do país é delicada todos sabemos. Sentimos essa realidade todos os dias. Mas, de facto muita gente não tem noção disso. A começar pelo PS e pelos colegas de bancada e de Governo do Dr. Vitor Batista.
2010/01/07
Sentido de voto 1

O Movimento Figueira 100% votou contra o orçamento.
Este movimento não se apresentou às eleições como contra poder. Apresentou-se como alternativa.
Constituído para disputar as eleições, a sua força resultou mais do protagonismo conseguido pelos seus lideres, da sua actuação passada dentro e fora dos partidos políticos, do que de um programa politico.
Partiu com três vantagens em relação ao Partidos existentes: era novidade, não tinha passado (enquanto movimento) e os dois maiores partidos estavam no estado que se conhece.
Depois das eleições estas vantagens desapareceram. Agora são confrontados com dois ( pelo menos) dilemas.
Se começam a viabilizar as propostas da maioria, orçamento incluído, correm o risco de serem colados, servirem de muleta, ao executivo. Apoiando o executivo acabam por reforçar a posição deste. Esta vantagem não será desperdiçada nas próximas eleições. O PS tentará recuperar os votos perdidos para o movimento Figueira 100%.
Por outro lado, se aparecem junto da opinião publica como oposição ao executivo, passarão a ser vistos como um movimento ( partido ) da oposição. Ora, estes lugares já estão preenchidos por partidos políticos. Alguns deles, PSD e CDU, com raízes no concelho. Nas próximas eleições o PSD não deixará de tentar recuperar os votos que perdeu para este movimento. Passada a novidade é muito provável que aqueles que votavam PSD o voltem a fazer. É aquilo que lhes é mais natural. Já não se trata de derrotar uma linha política de que não gostavam, que estava no poder, logo era mais fácil escrutinar a sua actuação e reais intenções, mas sim de derrotar o PS.
Se é para fazer oposição valerá a pena votar neste movimento?
Poderão dizer que a qualidade dos seus argumentos, enquanto oposição, supera a dos restantes partidos. Poderão mas não cola.
Minguem acredita que se fosse o movimento figueira 100% a fazer este orçamento ele seria muito diferente. E não seria muito diferente por uma razão simples. Tão simples que ninguém quer ver. O orçamento não é mais que um documento, importante, mas um mero documento, que deve expressar algo muito mais importante. Um projecto, programa politico, no fundo uma linha de desenvolvimento.
Nada disto foi apresentado às eleições ( por todos os partidos). Apresentaram medidas avulsas assentes não num projecto mas numa profissão de fé. Acreditem em nós que…… Acrescente-se que as eleições foram realizadas no final do ano o que, naturalmente, limita o conhecimento da realidade existente.
Decreto então o fim do movimento? (presunção minha) Para já não. Tudo vai depender da sua orientação.
Não podem ser vistos como um movimento próximo do poder e paradoxalmente também não podem ser vistos como um movimento próximo da oposição.
A sua sobrevivência ( efectiva) depende da capacidade de criar um verdadeiro projecto, mais ou menos abrangente, para o concelho. Não é conseguir que seja aprovada a sua proposta X ou Y ou votar a favor ou contra um orçamento. É criar um projecto diferente do que existe. É ter a capacidade de criar eleitores próprios sem necessidade de contar com as dissidências de outros partidos.
Não entendo por isso o voto contra o orçamento. A abstenção teria permitido a este movimento começar, na política real, do zero.
2010/01/06
Discurso do Senhor Presidente da República

Para uma grande parte da opinião, jornais, blogs etc, este Presidente tem dois defeitos imperdoáveis. Não é de esquerda e não presta vassalagem aos donos de Abril nem à sua pseudo revolução.
No mandato anterior todos sabiam, e faziam questão que fosse abundantemente publicado, quais eram as funções do Presidente. Agora, já lhe arranjaram novas funções.
No fundo não são novas. São as que dão mais jeito. Agora quem deveria ir à frente era o Presidente. As suas funções são defender o programa do governo, não ter voz própria, limitar a actuação da oposição, enfim tudo aquilo que não é tarefa sua mas do governo e da maioria que o suporta.
O deficit real do ano que passou não anda longe dos 10%. Basta somar os cerca de 8,0% previstos com 1,5% a 2,0% do restante sector público que não entra no orçamento.
Perante isto o governo iniciou o seu mandato com a palhaçada das audições aos partidos da oposição. Em boa verdade estes contribuíram para isso com a sua presença.
Depois passou para a regionalização, casamento homossexual etc.
O presidente falou da crise económica e da possibilidade, caso esta não seja encarada com seriedade, de conflitos sociais.
Qual é então o problema? É que o Presidente não falou em cortar privilégios, reduzir salários, do ambiente, da energia, da produtividade, da justiça, da saúde, da corrupção etc. Ou seja, o Presidente não falou como chefe do governo. E podia? Não? E isto interessa? Não.
Mas se para a esquerda e para os socialistas isto é, no presente, o mais importante podem sempre encontrar “conforto” para estes anseios na declaração de Natal do amado líder. A resposta as vossas preocupações esta aqui. ( se tiverem uma grande imaginação)
2010/01/05
2010/01/04
Divida e receita orçamental: reduz, aumenta e está igual.
No entanto, e como diria Galileu, ela move-se.
Pequenas interrogações para meditar (quem quiser obviamente)
Já repararam que, se o orçamento reflectisse essa realidade absoluta que tantos defendem, receitas versos despesas, não estaríamos a pedir um orçamento mas uma declaração de falência?
Já repararam que o deficit de hoje é, comparado com a governação socialista, superior em cerca de 7 ou 8%?
A ser assim, já repararam que uma parte da divida é de fácil diminuição, basta cortar, mas a parte relevante é intrínseca à gestão dos dois maiores partidos?
A continuar a ser assim, e nada indica o contrario, já repararam que, tendo em conta que não é possível passar sem investimento e que as fontes de receitas são poucas, não é possível reduzir a divida/despesa que interessa?
Um pequeno exemplo: Se eu estiver uma semana sem comer, na semana seguinte consigo abotoar as calças sem dificuldade. Perdi algum peso, passei mal e fiquei descompensado. As gorduras más, os pneus ficaram cá. Basta que me coloquem comer à frente e lá vai o esforço.
Uma boa dieta permite que o organismo perca peso, sem descompensar. No fundo o que está em causa é mudar de hábitos, mudar de vida.
Acham que é possível que os dois maiores partidos mudem de hábitos, de vida?
Pequenas interrogações para meditar (quem quiser obviamente)
Já repararam que, se o orçamento reflectisse essa realidade absoluta que tantos defendem, receitas versos despesas, não estaríamos a pedir um orçamento mas uma declaração de falência?
Já repararam que o deficit de hoje é, comparado com a governação socialista, superior em cerca de 7 ou 8%?
A ser assim, já repararam que uma parte da divida é de fácil diminuição, basta cortar, mas a parte relevante é intrínseca à gestão dos dois maiores partidos?
A continuar a ser assim, e nada indica o contrario, já repararam que, tendo em conta que não é possível passar sem investimento e que as fontes de receitas são poucas, não é possível reduzir a divida/despesa que interessa?
Um pequeno exemplo: Se eu estiver uma semana sem comer, na semana seguinte consigo abotoar as calças sem dificuldade. Perdi algum peso, passei mal e fiquei descompensado. As gorduras más, os pneus ficaram cá. Basta que me coloquem comer à frente e lá vai o esforço.
Uma boa dieta permite que o organismo perca peso, sem descompensar. No fundo o que está em causa é mudar de hábitos, mudar de vida.
Acham que é possível que os dois maiores partidos mudem de hábitos, de vida?
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