2005/11/30

Ota:interrogações.(quem souber responda)

- A justificação para o aumento do numero de passageiros tem a ver com a procura interna ou o interesse externo na vinda a portugal.
- OTA,plataforma atlantica de entrada na Europa,ou,sustentada pelo desenvolvimento interno portugues.
- Quais as areas do projecto vão desenvoler,ou,utilizar tecnologia criada em portugal ou maioritariamente portuguesa.
- Que especie de mao de obra vai ser utilizada:qualificada ( obvio) mas qual;e dessa que quantidade é recrutada em portugal.
- que quantidade de mão de obra não qualificada vai ser utilizada(e muito naturalmente recrutada na imigração),e qual a politica do governo para a gestão deste fluxo de mão de obra num pais onde a mao de de obra já é pouco qualificado.
- quais as areas da economia necessitam de um aeroporto com estas caracteristicas,para se desenvolverem ou pelo menos para não deixarem de existir.
- com ota,auto estradas,tgv,e, uma vez que não podemos andar nestes equipamentos todos os dias nem ao mesmo tempo,como promover um politica integrada e sustentavel de transportes(basta ver as contas das scuts,cp,transportes do tejo etc)
_estamos perante uma politica de transportes(qual?) ou de equipamentos "culturais" de visita ao fim de semana para concorrer com os "colombos"(um passeio de tgv,ou de scut e claro uma visita a ota ).
quais os criterios de afectação do risco?
quais as responsabilidades do estado.o estado vai ser responsavel por pagar quantias monstruosas pela falta de rentabilidade de um equipamento quando para o construir os consorcios privados afirmam a sua rentabilidade.E a partilha de algum risco,ao menos algum.

1 comentário:

João disse...

Estado, deveria estar escrito em maiúscula, diferença Estado enquanto instituição e estado enquanto situação…

Porquê a Ota?

A Ota foi a localização escolhida. Fica a 45 quilómetros de Lisboa e por isso suscita dúvidas sobre a distância. O Governo defende-se, dizendo que aeroportos como Schjopol, em Amesterdão, ficam a 30 quilómetros; Gatwick, em Londres, fica a 45 quilómetros, Heathrow, também em Londres, fica a 23 quilómetros, Malpensa, em Milão, dista da cidade 47 quilómetros, Spata, em Oslo, a 50 quilómetros.
O Plano Director de Referência prevê uma ligação ferroviária de ligação a Lisboa, com tempos de percursos de 20 a 25 minutos. Em acessos rodoviários, a principal ligação será a A10 (Bucelas/Carregado (A1)/(IC13), prevendo-se um tempo de deslocação de 35 minutos.
A A10 liga com a CREL a Norte de Lisboa, com a A1 no Carregado e com a A13 a Sul do Tejo. «Será também assegurada uma ligação não portajada», lê-se no documento da Naer, que salienta ainda que «o acesso para Sul estará muito facilitado com a nova travessia do Tejo muito próxima do novo aeroporto», que será integrado na rede TGV.

Além dos argumentos de diminuição da distância, a opção Ota foi defendida tendo em conta a disponibilidade de espaço de terreno, ainda que a movimentação de terras que a construção do aeroporto obriga seja apontada como negativo. A Ota terá possibilidade de receber 30 a 35 milhões de passageiros com 75 movimentos de aeronaves / hora.
Ocupará uma área de 14 mil hectares, cujos terrenos já estão reservados.

Não foi referido o impacto para o turismo, nem para as transportadoras aéreas e transferência de serviços da actual Portela para a Ota.

"Jornal de negócios em DOSSIER ESPECIAL - Publicado 25 Novembro 2005

Reacções (ao novo aeroporto e à Ota)

Brisa é um potencial investidor
A Brisa está disponível para analisar investimentos no novo aeroporto. A concessionária de auto-estradas«é um potencial investidor a um projecto da Ota», afirmou Pedro Rocha e Mello, vice-presidente da empresa. O responsável detalhou que a empresa que representa está «interessada nas várias fases do projecto, como é a gestão de engenharia, na expropriação dos terrenos e na operação».

Mota-Engil quer liderar consórcio
António Mota diz que o impacto no sector da construção da Ota só começará a ser visível em 2008, garantindo que a Mota-Engil quer liderar um consórcio candidato. «O projecto tem de ser estruturante para as construtoras e penso que haverá espaço para as empresas portuguesas estarem o mais representadas possível».

«Portela precisa de alternativa»
A TAP já está convencida de que será necessária uma solução alternativa ao Aeroporto da Portela, disse o presidente executivo da companhia, Fernando Pinto, durante a sessão de apresentação do aeroporto da Ota, em que o Governo está a justificar a construção e a localização do novo aeroporto. O gestor recorda que a companhia aérea cresceu cerca de 40% nos últimos anos, uma expansão muito acima daquela que era esperada, desde a altura em que foi lançado o projecto do aeroporto da Ota. Fernando Pinto reconhece que a Portela, por muitas melhorias e desenvolvimentos que venha a ser objecto, não será suficiente para responder ao crescimento do tráfego.

A TAP ainda não está a trabalhar na mudança para a nova infra-estrutura. Para já, a prioridade da companhia é resolver os problemas operacionais que tem actualmente na Portela.
Viabilidade económica

O BPI foi contratado pelo Governo para desenvolver um estudo sobre a viabilidade económica-financeira da Ota. «Esta é uma infra-estrutura que já foi aprovada várias vezes, por isso é uma decisão partilhada por várias forças políticas», relembra
FernandoUlrich, presidente doBPI. O responsável diz que «o nosso trabalho foi muito exigente, mas estamos cá para isso temos equipas competentes».

«Aeroporto para ‘low cost’ nunca foi uma alternativa»
O secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, ao contrário do que havia dito anteriormente, afirma que hoje o «aeroporto para as «low cost» nunca foi uma alternativa». «Quando se perspectiva que o aeroporto da Portela está tremendamente condicionado em termos de número de passageiros, a Ota é indiscutivelmente a melhor resposta», diz. O governante diz que esta é «uma política aeroportuária que seguramente vai marcar gerações e eu não posso estar mais solidário», sem que vá prejudicar o sector do turismo. «Como eu tenho uma perspectiva muito optimista para o sector do turismo e que o número do turistas venha a aumentar precisamos ter infra-estruturas aeroportuárias condicentes».
PGA mantém-se contra
Ribeiro da Fonseca, após as diferentes explicações, mantém-se contra o projecto do novo aeroporto. «Só o tribunal da história é que dirá quem tem razão», afirmou o presidente da Portugália. À semelhança do turismo, Ribeiro da Fonseca diz que o transporte aéreo «só foi chamado na véspera para se pronunciar».

Turismo com dúvidas
O turismo ainda tem várias dúvidas sobre a viabilidade do aeroporto na Ota e o impacto que este vai ter no turismo. «A solução da Ota vai sempre prejudicar o sector do turismo, reitera Vítor Filipe, presidente da APAVT (agências de viagens), acrescentando que alguns pontos suscitam dúvidas. «O BPI diz que este aeroporto pode ter taxas inferiores ao da Portela e isto deixa-nos satisfeitos, porque logicamente existe a possibilidade de haver mais companhias a voar para Portugal, mas por outro lado é sugerida a cobrança de uma taxa aos passageiros para cobrir custos com a qual não podemos estar de acordo, pois os bilhetes já são tão taxados e depois há uma dúvida muito grande que ainda não foi explicada que é o ‘shuttle’ Ota para Lisboa».Para opresidente da CTP era importante saber «o impacto que esta decisão tem não só em Lisboa, mas no país», como conhecer o impacto no turismo. Já Alves de Sousa, presidente da AHP (hotéis),demonstrou a sua «preocupação» pela Ota, onde só vê «desvantagens, nomeadamente a eventualidade de sobretaxa, que reduzirá as margens do sector."

Longe das teorias keynesianas não acredito ser o caminho a seguir, mas a política socialista normalmente gosta de se esconder por detrás destas grandes obras.