2010/12/21

Sócrates Alegre e a pobreza

A propósito das declarações de Sócrates e Alegre sobre a pobreza.

Pelos segundos iniciais da declaração já devia estar expulso. Não?

Pobreza no continente. Nos Açores, onde foi aprovado um complemento salarial para funcionários que ganham entre 300 e 400 contos por mês.


Conf imprensa Bernardo Martins,Estudo sobre a Pobreza na Madeira, 29-10-2010

2010/12/13

Gerações políticas

Costumamos associar determinados comportamentos e atitudes lamentáveis à juventude.

É a idade, diz-se.

Espera-se que, com a idade e as responsabilidades as pessoas cresçam.

Tenham mínimos de ética e de carácter.

Num país normal talvez mas em Portugal…..

Retirei este comentário do vizinho Linda Figueira. Podia ser de um pateta qualquer do PSD. Para o caso a massa de que são feitos muitos dos militantes é exactamente a mesma.

Diz o anónimo:

“Anónimo disse...
É lamentável ver o estado a que estes senhores que se julgavam donos do PS de Coimbra o deixaram chegar!
Desleixo, descrédito,despido de ideologia, sem rumo...
Apenas contavam votos! E votos que apenas lhes serviam para se manterem no poder! E poder que nada tinha a ver com a defesa de ideais, mas apenas dos seus interesses pessoais!
E ainda têm o desplante de vir para a praça pública destruir o pouco que resta do PS!
Ainda não perceberam que a vitória do Mário Ruivo foi o grito de revolta das bases do partido!
Daqueles que se cansaram de ser traídos. Dos que nunca lhes invejaram as "manjedouras douradas", apenas esperavam um pouco de respeito e de dignidade!


Até aqui nada de mal. (Apenas o facto de para o anónimo a denuncia de corrupção e de viciar eleições não ser um dever cívico mas um desplante.)Só gostava de saber onde andava o anónimo nessa altura.
Provavelmente a falar das virtudes do PS.

Mas,

“É preciso ser-se cínico para vir agora falar de votos comprados! Afinal como funcionou sempre o Baptista e seus discípulos?”
A boa maneira socialista, maçónica e não só, o mal não é comprar votos. O mal é o cinismo de quem comprou votos e agora denuncia a compra por outros.
O mal não é viciar eleições é que se saiba que elas foram viciadas.

“Quem implementou esta miserável forma de ganhar eleições?”
Ou seja, quem comprou votos e agora, porque nós é que temos o dinheiro, não nos deixa fazer o mesmo.

“Alguém tem dúvidas que os Batistas gastaram vários milhares a comprar quotas nestas eleições?”
Nós como tínhamos mais dinheiro comprámos mais. É a democracia a funcionar.

“Podiam ter um pingo de decência e, pelo menos, saberem perder com dignidade.
Mas já nem esse pingo de decência lhes resta!..”

Concordo inteiramente. Eles, o anónimo e a corja que vagueia por todos os partidos sem ética sem carácter nem dignidade.
Muita desta gente é pai, avô colega de trabalho etc. Que porcaria de valores transmitem. Que vergonha.

2010/12/12

A campanha desesperada

O dito afirmou num jantar que o que era preciso era chegar à segunda volta.

Em resumo, passar à rasquinha na primeira e contar com os votos da esquerda ( comunas e afins ) na segunda volta.

O Bloco, que ideologicamente não existe, já se livrou deste problema.

Os comunas é que estão a ficar entalados outra vez.

A melhor opção é ganhar cavaco.

Caso contrário lá vão ter que ir outra vez de olhos bem fechados.

Foi Eanes, Soares e...


A ideologia já foi resta a dignidade. Ou não?

sem comentários



"Que Carlos César tenha feito essa medida compensatória com um 'superavit' para atender a situações de trabalhadores em dificuldade acho que revela sensibilidade social", sublinhou. "O nosso país precisa é de medidas de sensibilidade social", destacou."
Os açores não têem nenhum superavit. Precisam das transferencias de verbas do continente. Para o ano são cerca de 350 milhões de euros.

Patético.

Mais patético é a justificação. Deixou de construir um campo de futebol.

Só quem não conhece um pouco da realidade dos açores é que não fica com vontade de lhe dar dois valentes pares de estalos.

Deixa de construir um campo de futebol ( que provavelmente já não precisava ) para compensar funcionários publicos que ganham entre 300 e 400 contos por mês.

Mete noj....................

já agora podem ler o que escreve outro perigoso senhor de direita

2010/11/24

Prova de vida.

Hoje é o dia da prova de vida da extrema esquerda e dos profissionais do sindicalismo.

As 7 da manhã estava no local de trabalho. Em frente a sede de uma empresa pública.

De mal pagos não têm nada. Numa semana normal não se veria ninguém. Hoje já estava “composta”. Coletes vestidos com a marca da empresa sindical.

Uma classe empresarial que tem mais patrões que empresários; Sindicatos que esqueceram os trabalhadores e são hoje sindicatos de funcionários e desempregados; partidos políticos virados para clientelas e provas de vida; Um sector bancário avesso ao risco.

Somos hoje um país mais corporativo do que no tempo da outra senhora. Haja quem pague.

Credibilidade.

São exemplos como os que podem ser lidos aqui, aqui e ainda aqui, que um partido e uma liderança começam por perder a credibilidade.

Cada vez mais longe desta politica.

Um Conto filme

Um concelho, uma “classe” política, e muitos anos a virar frangos.

Estória de um plano de saneamento financeiro interpretada por novos e alguns reinventados profissionais da politica.

Brevemente num concelho perto de si.

P.S.- Será que os senhores que aprovaram/concordaram com o plano de saneamento financeiro já podem divulgar o documento e já agora os resultados da auditoria.

2010/11/22

Curiosidades



Não concordo com todas as opções políticas dos governos de Cavaco Silva.

Houve aspectos positivos e negativos.

Agora, já somos todos crescidinhos para fazer avaliações com base em factos e não em fantasmas.

Para exorcizar fantasmas e banalizar asneiras já chega um dia por ano, lá mais para a Primavera.

Basta consultar e fazer as devidas correspondências.

IV Legislatura (eleição em 6 de Outubro de 1985) – Cavaco Silva
V Legislatura (eleição em 19 de Julho de 1987) - Cavaco Silva
VI Legislatura (eleição em 6 de Outubro de 1991) - Cavaco Silva
VII Legislatura (eleição em 1 de Outubro de 1995) – António Guterres/ Alegre no Parlamento
VIII Legislatura (eleição em 10 de Outubro de 1999) - António Guterres / Alegre no Parlamento
IX Legislatura (eleição em 17 de Março de 2002) – Barroso/Santana
X Legislatura (eleição em 20 de Fevereiro de 2005) –Sócrates / Alegre no Parlamento
XI Legislatura (eleição em 27 de Setembro de 2009) – Sócrates / PS e Alegre juntos em campanha

2010/11/08

Nunca é tarde para ler e meditar.

Ainda o Plano.



Será curioso analisar o comportamento do PSD do executivo com o do PSD da Assembleia Municipal.

Vai uma pastilha ou já comem de tudo.

Nojo


As capas dos jornais dão conta da disponibilidade dos chineses para nos ajudarem.

Esta gentalha chegou ao ponto em que vende tudo e hipoteca o que tem e não tem.

A falta de dignidade política chegou ao ponto de contaminar a própria dignidade do estado.

O jornalismo acéfalo e subserviente não demonstra o mínimo espírito crítico.

Ao contrário do que se vai ouvindo e lendo o problema não são as participações chinesas em determinadas empresas. Desde que, obedeçam aos critérios legais uma participação chinesa, russa ou americana não são muito diferentes.

O que se joga não são participações económicas. São participações políticas.

Numa altura em que se discute cada vez mais os problemas da globalização, da liberalização económica e do ajustamento que as economias emergentes tem/devem fazer as regras do mercado, sejam elas laborais, ambientais e, em muitos casos concorrenciais ( onde se inclui a contrafacção, e a qualidade das matérias primas utilizadas na produção de determinados produtos) a “compra de politicas e subserviências” são aquisições de valor incalculável.

A china não está a inovar. Basta ler o que se tem escrito – e bem – sobre as relações estados unidos china e china com países africanos e árabes para perceber que se trata de um padrão e de uma forma de fazer politica.

Esta política da china é inteiramente legítima. Defende os seus interesses. O que não é legítimo é a actuação do governo português e da União Europeia.

A dignidade do pessoal e do Estado não deveria ter preço. Em Portugal está em saldo.

Nota: se fossem americanos já a extrema-esquerda estava com o pito aos saltos. No fundo só o cheiro é diferente.

Onde ficam agora os interesses dos trabalhadores.

Plano de saneamento que deveria ser, antes, saneador.


Pelos vistos amanhã é votado o plano de saneamento financeiro da câmara municipal.

Não se conhece nem o plano, nem os elementos/dados que levaram a sua elaboração.

Uns optaram pelo silêncio. De facto discutir propostas políticas em Portugal só pela calada.

Outros optaram não se sabe bem porquê uma vez que nada dizem.

Depois de aprovado irão falar. Primeiro aprova-se e depois desculpa-se.

Ficamos a saber que os orçamentos participativos não passam do disparate do costume.

Ficamos a saber que um partido a uma só voz ou é para dizer disparates ou para gerir silêncios.

Ficamos a saber que os modernaços 100% são mais velhos que o discurso.

Ficamos a saber que não são alterações legislativas que dão dignidade aos órgãos municipais. A reforma das mentalidades seria a reforma do século em Portugal. A Assembleia Municipal é completamente posta de lado.

No fundo não se trata de um plano nem de uma política. Tão só a falta de dinheiro.

É pagar a alguns credores, aguentar as empresas municipais e guardar um pouco para inaugurar alguma coisa.

Pode ser que os adeptos do coreto – essa obra de regime - tenham sorte.

2010/11/04

Triste

Não cheguei à categoria de blogue residual.

Não tenho o nível político indígena para poder articular grande coisa.

No meio destas incapacidades vou tendo alguma memória.

1º - As declarações dos vereadores do PS e membros da Assembleia Municipal durante o ultimo mandato do PSD na câmara.

2º - O Livro dos senhores vereadores

3º - O programa eleitoral do PS à câmara.



( imagens "roubadas" em apoliarquia )

4º - As declarações do candidato e companhia sobre o estado da mesma.

5º - A Vitoria eleitoral ( uma espécie de Obama, sim podemos mas não agora, quem sabe um dia)

6º- Afinal é mais complicado que aquilo que dissemos ( mas não tão complicado como aquilo que sabíamos e que apregoamos aos 7 ventos).

7º - O estado do País.

8º - Uma pseudo auditoria para confirmar o que já se sabe ( ou deveria saber tendo em conta o que se afirmou anteriormente.)

9º – Que eu saiba não existem ainda os resultados da auditoria

10º – Um orçamento à rasquinha

11º - Um plano de saneamento que ainda não saiu nem é conhecido.

12º - Os dias da governação.


13º - Foram lá discutir o quê?

- Foram dizer que prometeram o que não deviam?

- Foram apresentar um atestado médico alegando amnésia durante o ano de 2009?

- Que toda a gente sabe que está mau? Isso não se discute porque é uma evidência.

- Debater os resultados da auditoria que não se conhece?

- Debater o plano de saneamento que não se conhece?

- Ouvir os lamentos?

Se queriam ter uma discussão primeiro publiquem o resultado da auditoria ( para se conhecer tecnicamente o que já se sabe), que publiquem o plano de saneamento que propõem ( não o estejam a cozinhar em silencio), que digam quais são as propostas que tem para que se possa aferir da sua viabilidade e fazer propostas em sentido contrário ou concordar com as apresentadas.

Sem isto é perder tempo e dinheiro. É pura propaganda.

Discussões podem e devem ser tidas quando todos temos o mesmo nível de informação. Sem isso é pura demagogia.

Na Figueira como no resto do País só está mal quando são outros a faze-lo. Quando são os nossos é lindo.

Gostava de saber qual terá sido a discussão que houve no pseudo debate. Com base em quê? Nos jornais. No diz que disse. Triste demasiado triste.

2010/10/26

Saneamento


O PS sabia o estado financeiro da Câmara Municipal.

O PS prometeu em campanha o que sabia que não era possível fazer.

O PS mentiu.

Podemos argumentar que todos fazem o mesmo. É verdade.

Mas ao contrário do que pensam muitos socialistas que para aí andam, em blogues, e caixas de comentários, isso apenas quer dizer que o número de mentirosos é elevado.

Ainda não li o tal plano de saneamento nem sei se está disponível para consulta on line.
( se alguém souber agradeço que avise)

Agora, algumas coisas todos sabemos ou gostaríamos de saber:

- Foi pedida uma auditoria às contas da câmara. Essa auditoria Já foi feita?

- Como é que chegaram ao montante que dizem ser necessário para pagar a divida a
fornecedores?

- Essa divida foi renegociada? Em que termos?

- Em termos de fornecedores quais foram as prioridades? Montantes de divida, tipo de fornecimento de bens e serviços?

Sem estas respostas, a par das condições de financiamento e de consolidação de divida, eu não votaria qualquer plano de saneamento financeiro.

Diz a experiencia que, se não for feita uma analise económica prévia – com uma definição de critérios futuros de contratação de bens e serviços que geram este tipo de divida - qualquer saneamento financeiro visa essencialmente pagar aos mais amigos, aflitos ou incomodativos e criar uma almofada financeira para poder fazer obra ( muito confundida com obrar na gestão da coisa publica portuguesa).

Na prática uma técnica de conversão contabilística da divida existente e uma possibilidade de gastar aquilo que a realidade mostra não ser possível.

Cavaco

Ninguém é obrigado a gostar do homem.

Ninguém é obrigado a gostar da forma como exerce o mandato presidencial.

Agora das duas, uma:

Ou alteram os poderes presidenciais ou criticam a actuação do dito senhor dentro dos poderes que lhe cabem no actual regime constitucional.

O que é lamentável é assistir a criticas sem apoio na realidade constitucional e parlamentar.

O regime português por mais que teimem não é semi-presidencial.

Não se embrulhem em semântica constitucional porque a realidade está diante dos nossos olhos.

2010/10/22

"Romagem à senhora da Ladeira"

Tanta promessa, tanta (in)penitência.

Vejo mais necessidade do que “santos”. “Milagres” só se for para alguns.

Bom, felizes dos que acreditam e infelizes os que acabam por gramar com tanta fé.

2010/10/19

Pois!?





PS: Alguém acredita que:


Um moço que não sabe sequer se acabou a licenciatura em direito e muito menos em que universidade, se é ou não advogado – apesar do estágio ter intervenções obrigatórias e durar quase 3 anos,

juntamente com outro senhor,






secretário de estado das obras publicas, que aparece nas fotos todo contente, e por acaso é apoiante do adversário de Vítor Batista,

Poderiam ter oferecido um tacho a Vítor Batista para que este desistisse da sua candidatura á federação de Coimbra do PS.

A Sociedade portuguesa não os merece. Mais uma cabala, com toda a certeza.

2010/10/17

Quadratura do vazio

Entrevista de Lidio Lopes ( apenas na parte disponível on line diario as beiras)

Por mais oportunidades ( por mérito próprio ou pelo desenrolar das circunstancias) que a politica dê a Lidio Lopes este não consegue dar um passo em frente.

Não sai de lugares comuns. Quando mexe é sempre para lamentar ou para se queixar dos outros ou do passado.

A sua relação com a derrota nas autárquicas é sintomática. A sua atitude depois da derrota deixa poucas dúvidas sobre este percurso.

Duarte Silva teve muitas responsabilidades na derrota? Claro que sim.

Mas não foi esta a maior responsabilidade.

Com uma concelhia que soubesse o que andava a fazer – lembro que foram 4 anos miseráveis, um mandato – Duarte Silva tinha ganho. Poucas pessoas têm dúvidas. Do PSD à oposição.

Aliás que se saiba apenas relativamente a presença de Lidio Lopes nas listas houve uma tomada de posição. Não o queriam.

Os descontentes com Duarte Silva eram, na maioria, aqueles que julgavam que este não se iria recandidatar e assim poderiam formar uma lista à sua medida.

Muitos saíram do concelho de opinião ou de outros “sectores” do PSD. Muitos não perdoam que lhes tenham negado a “glória”. Aquele era o seu momento.

Os que achavam que teriam de ser presidentes, aqueles que querem chegar a casa de motorista – o top da carreira e da pobreza de espírito -, aqueles que já sendo velhos queriam ser vereadores da juventude e muitos mas muitos etcs.

Todo este cenário demonstra que a vitória era possível. Numa derrota previsível ninguém quer ir à frente. Aqui havia muitos.

Passada a eleição o percurso continuou a ser errático.
Agora com o concelho de opinião a quadratura do vazio ficou completa.

Pior.

Nas jornadas de reflexão realizadas na quinta da rolas ficou claro a posição de cada um.

A intervenção do Presidente da Junta de Freguesia dos Moinhos da Gandara foi excelente.

Houve ainda outros autarcas que tiveram importantes intervenções, não só sobre as suas dificuldades como também sobre aspectos que teriam de ser discutidos e analisados.

Outros prefiro não comentar.

Mas, mais uma vez se viu que o interesse era aparecer. Ficou claro o que é importante para esta concelhia.

Havia tempo para fazer mais e melhor. Mas não é isso que interessa.
O tempo de fazer queixinhas e de dizer que os outros meninos são maus acabou.

Um líder ou um presidente não é necessariamente a mesma coisa.

Um líder estabelece um caminho e procura quem o queira seguir. Na Figueira não é assim.

Para terminar repito mais uma vez, o que já disse em diversas ocasiões: Nãos se trata de pessoas mas sim de políticas. O problema é que as pessoas não mudam, não apreendem e cada vez mais as politicas são eles próprios.

Um partido, uma só voz? Nestas condiçoes nem pensar.

2010/10/14

Devagarinho

Não sou muito dado a datas. Posso até estar enganado na cronologia.
Mas,

Se bem me lembro um dos temas da campanha interna nas eleições para concelhia de 2007, entre Lidio Lopes Vs Paulo Pereira Coelho e posteriormente Pedrosa Russo era precisamente a questão Duarte Silva.

Esta questão servia mesmo de arma de arremesso.

Lidio Lopes apoiava a recandidatura de Duarte Silva ( se este assim o entendesse)

Paulo Pereira Coelho, ao que me lembro, dificilmente o faria.

Pedrosa Russo, quando entrou em campanha, tentou acabar com essa questão garantindo que se Duarte Silva se recandidatasse teria a seu apoio.

Manuela Ferreira Leite só mais tarde foi eleita líder do PSD.

Se for assim, o problema foi a “imposição” de Ferreira Leite ou a composição das listas

Só posso estar enganado!

2010/10/13

Falta de tempo

A falta de tempo e problemas informáticos não tem permitido postar.

Talvez no fim de semana possa fazer um apanhado destes últimos meses.

Relativamente ao PSD figueirense não será bem um apanhado. Será mais uma síntese e
uma conclusão.

Triste, demasiado triste o que se têm passado.

2010/08/05

Em ferias?????

Estou, por estes dias, em mini férias. Parte descanso, parte trabalho.

Talvez por isso não percebo nada desta noticia.
É que uma coisa é a representação de uma força politica que deve ser aferida em função do numero de votos e outra, com excepção do Presidente de Junta, a distribuição dos lugares.


Num país de pareceres e de juristas adorava ver a justificação, minimamente inteligente, para um partido ter eleito 4 elementos e contar agora com 5.

Não estou a falar de substituições no caso dos eleitos ocuparem lugares no executivo.

Alguem sabe onde se pode encontrar um desses magnificos pareceres?

Os juristas por favor, não.

2010/07/30

Mentes sensíveis



Tenho lido vários comentários, em diversos blogues, sobre o ataque que é feito pela justiça ao pobre Eng. Sócrates.

De tão sensíveis que são, estas almas, optaram por ocupar a parte do cérebro destinada à inteligência e racionalidade com sensibilidade.

Os resultados estão a vista.

Se não vos doer façam lá um esforço.

Pelo menos formalmente, existe em Portugal uma coisa chamada separação de poderes.

O poder Judicial deve ser independente do poder político (legislativo e executivo).

O poder judicial administra a justiça. Não faz as leis e não dá os meios para executar essas mesmas leis. Tudo isto é responsabilidade do poder político.

Um poder político sério, honesto e dotado de um mínimo de sentido de estado e de defesa da coisa pública, cria leis de forma correcta e dá os meios para que estas sejam aplicadas.

Em Portugal não é assim. O poder político procurou sempre subverter as regras do jogo. Quando já não era possível faze-lo apenas com alterações legislativas e falta de meios começou a seduzir a classe judicial. São as nomeações, os convites para deputados, cargos internacionais etc.

Não foi a política que foi judicializada. Foi a Justiça que foi politizada.

E foi porque a classe política cria ter um poder consagrado na constituição como independente no bolso. Encontrou na área da justiça quem estivesse disponível para o frete (alguns com gosto e manifesto talento).

Se os políticos criarem leis decentes, que sejam possíveis de colocar em prática e que os tribunais e a investigação tenham meios para desempenhar as suas tarefas o problema fica, esmagadoramente, resolvido.

Acham que os políticos querem isso? Não.

Preferem um sistema miserável mas que, apesar de tudo, ainda controlam, a um sistema que cumpra os desígnios do Estado de Direito. Todos os cidadãos são iguais perante a lei.

2010/07/28

Parabéns




Aos residuais, Politica de choque, Outra margem e Politicazinha.

O Migdar não chega a ser residual, é muito residual, e por isso não vai adoptar
a distinção.

Vai continuar pelos juniores e a assistir ao jogo dos seniores.

Uma espécie de apanha bolas que faz uma perninha nos treinos quando não à malta suficiente.



Boa semana.
Nota: Não vale a pena tentar aumentar a imagem porque não dá para ver nada. Já tentei mais de 10 vezes. Residuais!? Hum!

2010/07/27

A ler

Quem quiser, obviamente.

Salazar na história


40 anos sem Salazar

Parabéns



As autoridades policiais e judiciais portuguesas são sistematicamente alvo de críticas.

Não partilho desta opinião.

Num país em que a corrupção, a cunha e o tráfico de influências é feito às claras conduzir uma investigação que não chegue a lado nenhum, que não consiga provas de nada e mesmo assim deduzir uma acusação destas sem se rirem, ou corarem de vergonha não é fácil.

Para meditar!

Está bem. Se é assim

“o que é que achas, a Figueira da Foz ainda tem hipóteses de se erguer e precipitar no mar ou a Figueira já secou de vez?”.

Ou

"Quando estávamos á beira do abismo, tomámos a decisão certa: demos um passo em frente" - João Manuel Pinto

Dizer não ao rock no forte que custaria 15 mil euros aos cofres municipais!
Mesmo que fosse de borla no CAE, alguém idealiza rock sem forte, muito pó e esplanada por perto?! Todos, por favor, todos, à manifestação contra esta prepotência autárquica!



Pronto, Pedrosa apenas pensa que na FGT e na Câmara há uns tansos que não se preocupam com a segurança dos espectadores de concertos, que não reforçaram a estrutura do palco nem procuraram compreender se o Instituto de Meteorologia previa ventos fortes para os dias dos espectáculos.
Ontem à noite José Cid actuou sem qualquer problema, esta noite não temos, também, nenhuma tempestade à vista. Ainda por cima provou-se que este é o melhor local para instalar palco para concerto, a audiência pode ser duplicada com a esplanada Silva Guimarães a servir de 1º Balcão.


Ou

"Juskowiak, a vantagem de ter dois pés." - Gabriel Alves

"O difícil, como vocês sabem, não é fácil" (Jardel - Sporting)

e como sabem

"Não são os super-sumos dos analistas..."
Luis Filipe Vieira, aos jornalistas, em Bystrica, sobre as supostas manobras de desestabilização.

de facto

"É uma falta de ingratidão - ÁLVARO MAGALHÃES.

2010/07/23

Mas como a vida continua

Adiada lei que suspende autarcas condenados

É pena.

O que podíamos ser e o que somos.


Lido aqui.

Sexta feira



E o oráculo da verdade da blogosfera figueirense ainda não se pronunciou sobre a verdade da gestão autárquica e demais assuntos do território municipal.

Aguardo ansiosamente.

Nota: Ainda só contei 350 pessoas que já critiquei. Enquanto não contar todas não estou, obviamente, habilitado a divagar sobre revelações. Contudo, e como este blogue é manifestamente residual, lá vou dizendo alguma coisita.

2010/07/21

Viva a constituição

Apoio para estacionar

Os motoristas da Carris recebem um subsídio para estacionar os veículos e abastecerem-se de bilhetes e um outro por os venderem nos autocarros. O Tribunal de Contas questionou este subsídios, que custaram à empresa cerca de 4,5 milhões de euros, em 2007, e recomenda a sua progressiva eliminação.

O Tribunal de Contas considera que preparar e estacionar veículos é uma tarefa indissociável da função de condução, pelo que não deveria implicar um pagamento suplementar. Por outro lado, este subsídio também visa compensar os motoristas por prestarem contas da venda de bilhetes, uma tarefa pela qual indirectamente já recebem outro subsídio: o de agente único.
"Os condutores recebem o subsídio de agente único por desempenharem a função de cobrador, que desapareceu", explica ao CM Sérgio Monte, do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes (SITRA). Por outro lado, recebem o subsídio complementar de condução para estacionar e "irem buscar os bilhetes", tarefas que desempenham fora do seu horário de trabalho, de 40 horas semanais, concretiza Sérgio Monte. O TC considera, na auditoria que fez à Carris, que estes subsídios não estimulam a produtividade "nem decorrem de tarefas especiais que os justifiquem".


Custaram à empresa cerca de 4.5 milhões euros. Há empresa não. Aos contribuintes que a carris é publica.
Mas isto não choca pois não?

E se vissem a folha de ordenado dos funcionários do metro então……………….

Viva a igualdade.

Enquanto alguns otários tiverem a felicidade de ter trabalho o caminho para o socialismo vai continuar.

Com a dependência, directa ou indirecta, que grande parte da população tem de dinheiro público qualquer alteração que possa mudar este estado de coisas vai sempre dar ao mesmo lado. Lado nenhum.

Igualdade? Se igualdade é continuar a sustentar este estado de coisas então paguem-na.

Basta consultar.

As críticas

Não obstante o que se disse no post em baixo não deixa de ser curioso ( o habitual mas de qualquer forma curioso) ler muitas das criticas que são feitas à infeliz proposta do PSD.

Alem das respostas pavlovianas e dos síndromes Kelsenianos da Norma Fundamental ( que nem o seu autor conseguiu resolver) o mais curioso é a absoluta incapacidade de pensar a realidade existente por confronto com a constituição actual.

O véu da ignorância “cheio” de virtualidades em Rawls não passa de uma venda nos olhos da sociedade portuguesa.

Assim a evoluída sociedade portuguesa aceita a existência das inutilidades:

Que são os governos civis ( uma grande conquista de Abril não é ? )

Um SNS magnífico para tratar dos casos mais graves e caros e, dos problemas de todos aqueles que não tem nenhum subsistema de saúde. Os que o têm só em ultimo caso vão ao SNS. Vão ao privado, pagam uma pequena parte, e a restante é paga pelos contribuintes.
Os restantes ficam em lista de espera. Toma que é democrático.

Pagam a existência de milhares de institutos públicos que empregam desde o filho ao
periquito dos políticos e dos senhores fulanos tais.

Pagam um sistema de educação inútil.

Pagam as dívidas das empresas do estado e recebem um serviço miserável em troca.

Pagam um sistema de justiça que os despreza.

De facto, e como diz o preambulo da dita, caminhamos para o socialismo com toda a porcaria que isso representa e sem nenhuma das virtualidades que aqueles que, à vinte anos o modificaram, conseguiram obter. É triste.

Estúpido

O PSD continua sem perceber que qualquer alteração à constituição tem de ser feita de baixo para cima e não ao contrario.

Tem de dizer o que quer fazer e, se for caso disso, explicar porque razão é necessário alterar a constituição para atingir esses objectivos.

Qualquer proposta de alteração que não seja feita desta forma está condenada ao fracasso. Sejam boas ou más as propostas.

Vivemos numa sociedade miserável, ignorante, canalha, que fará tudo por tudo para conseguir impedir qualquer modificação que conduza a uma maior responsabilização, dessa mesma sociedade, pelo seu futuro.

Infelizmente o PSD faz, cada vez mais, parte dessa sociedade.

2010/07/15

No fim de dobrados...

Nem com o calor do verão se conseguem endireitar um pouco.


Ao que consta o Financial Times não solicitou nenhuma entrevista a Sócrates.

A entrevista foi dada num suplemento pago por anunciantes.

Os anunciantes foram a Caixa Geral de depósitos, a REN, Ministério da Agricultura e não se sabe mais.

Esta notícia deveria ter sido explicada. A começar pelas televisões que a transmitiram. Mas não.

Referencias aos anunciantes privados zero.

Questionar o Ministério da Agricultura, que não tem dinheiro para nada, zero.

O costume.

Dedicado a todos os modernaços da Figueira.

A malta que gosta de betão, centros comerciais, estádios.

Também para os mais ousados que querem tudo isso na frente ribeirinha e de mar.


Ja pensaram transformar o estádio numa loja chinesa?

2010/07/13

No Facebook

Ou fora do Facebook estes argumentos não são aceitáveis vindos de um membro da Assembleia Municipal.

A instalação de um Shopping não se reduz ao risco dos privados e ao cumprimento das leis, e alimentar uma discriminação relativamente a lojas chinesas fica mal e não é desculpa para o estado do comércio local.

2010/07/12

Começar pelo telhado Perspectivas 3


Se alguém tiver dados para responder a estas interrogações, força.

Segundo o Diário as Beiras o Shopping Foz Atlântico terá:

Um hipermercado

Quantos hipermercados, maiores ou menores, já tem a figueira?

É sustentável a criação de outro hipermercado?

Pessoalmente tenho dúvidas.

300 Lojas


O Concelho tem economia para ter um Shoping que acrescenta mais 300 lojas à oferta já existente?

A “previsível?” ocupação dessas lojas será feita pelo crescimento do mercado ou pelo desaparecimento da concorrência?

Cinemas.

Actualmente a oferta de salas de cinema está esgotada? Não à oferta que chegue para a procura?

900 Lugares de estacionamento.

À falta de estacionamento, actualmente, nas superfícies comerciais instaladas?

Se, por exemplo, no sábado as 11.00 horas da manhã contarmos os carros estacionados nas 3 superfícies comerciais mais concorridas encontramos mais se 900 carros estacionados? Se sim quantos (muitos, poucos ou assim assim)?

900 postos de trabalho directos.


A resposta a esta pergunta tem muito a ver com as respostas anteriores.

Se o projecto é uma resposta ao aumento do mercado admito que se criem postos de trabalho.

Se o projecto assenta na capacidade de derrotar a concorrência mais do que na criação de valor por si próprio a pergunta poderá ser feita ao contrário.

Por cada posto de trabalho criado quantos são os postos de trabalho que desaparecem noutras superfícies comerciais e quantas lojas vão encerrar?

Tenho muitas dúvidas e reservas relativamente a este tipo de projectos na figueira.

Seria bom que o Executivo Camarário disponibilizasse on line os estudos que servem de suporte a este projecto.

Duas notas: As lojas chinesas desde que cumpram as mesmas regras que as restantes e paguem os seus impostos são tão “boas” como as lojas portuguesas. Ninguém é obrigado a lá entrar. A decadência do comércio Tradicional na Figueira não tem nada a ver com lojas chinesas. Parem de arranjar bodes expiatórios.

Outra “corrente” que por aí anda, refere um “êxodo” figueirense para outras paragens em busca de lojas de marca e a preços convidativos.

As lojas de marca não estão na figueira por falta de espaço?

Os argumentos das mesmas, pelo menos à uns anos, era de que não havia um mercado que o justificasse. Se o poder de compra na Figueira fosse elevado e o numero de potenciais clientes também, alguém acredita que essas mesmas lojas estariam à espera de um centro comercial?

2010/07/11

A causa.


Pelos vistos a causa dos problemas do comércio na figueira são as lojas chinesas.

Com mais um hipermercado é que a malta dá cabo delas.

Criam!?

2010/07/10

Toma 3

Para os invertebrados não dizerem que são só coisas más.

Só uma "piquena" nota: o argumento do jornalista, pelos vistos alguem que percebe de economia, é estupido.

Lamento mas não à outra forma de dizer a coisa.

Não consigo perceber que tipo de gente consegue fazer isto em publico.

Esta!!!!

Esta é mortal. Até um invertebrado fica com dores na espinha.

Toma 2

Esta gente não presta

Pois não. Alguma novidade.

Toma!

Não aconcelhavel a invertebrados.

Começar pelo telhado Perspectivas 2



Até algum tempo Coimbra tinha como única grande superfície comercial o Continente.

Coimbra optou cedo pela “indústria” a que se queria dedicar. Essa “indústria” era a função pública e os serviços públicos.

Dá um poder de compra elevado e a sua manutenção depende do estado central.

Em caso de desemprego, que é sempre difícil de acontecer na função pública, não correm o risco de lhes acontecer o mesmo que os seus colegas políticos de outros concelhos.

Não são bombardeados com as perguntas: O que vai fazer para tentar manter esta fabrica na sua região? Quais são os incentivos que a câmara pode dar ?

A culpa, obviamente, será sempre do estado central.

Três delícias para a classe política local.

Tiveram ainda o talento de “exportar” a boysada política excedentária para a figueira.

Na figueira, como pensar dá trabalho, o topo da carreira era chegar a casa no banco de trás de um automóvel e ter alguém para abrir a porta.

A Figueira não foi capaz de definir o seu modelo de desenvolvimento. O fundamental eram as negociatas e andar no banco de trás do automóvel.

Enquanto as cidades vizinhas definiram o seu modelo de desenvolvimento no final da década de 80, com excepção talvez de Cantanhede que começou mais tarde, a figueira está hoje na triste situação de não ter um modelo de desenvolvimento para cativar investimentos.

Pior, corre o risco de ter de aceitar projectos que não acrescentam nada ao desenvolvimento económico da figueira e condicionam o desenvolvimento integrado do concelho.

Está, como fizeram as universidades que aí se instalaram, na situação de hospedeira para projectos que chegam e partem ou para projectos que, se são tão bons não se percebe porque não vão para outros locais.

Como S. Tomé é ver para crer.

Começar pelo telhado. Perspectivas 1



Em tempos de crise podemos, e devemos, apoiar projectos que contribuam para o desenvolvimento económico do concelho.

Ao ler, no Diário as Beiras, as declarações de alguns senhores vereadores eu fico sem perceber o que é projecto do Shopping Foz Atlântico.

Pior, fico sem perceber se eles sabem do que é que estão a falar.

Então quando se fala em falta de informação, celeridade do processo e na criação de novas centralidades fico com os cabelos em pé.

O grande problema não é a falta de informação mas sim a falta de uma ideia de cidade e por arrastamento do concelho.

O mesmo se passa relativamente à instalação da loja do cidadão. Primeiro não se percebe se os senhores vereadores e executivo sabem o que é uma loja do cidadão e depois acham boa ideia instalar esse equipamento no mercado sem cuidar de ver se é ou não o melhor local. Reduzem a opção à falta de espaço.

O PS e o PSD não foram e não são capazes de pensar o desenvolvimento da cidade. Por isso, qualquer projecto que se apresente é sempre um problema e, qualquer autorização urbanística um tiro no escuro.

O que os senhores vereadores, executivo, assembleia municipal e estruturas partidárias deveriam fazer era primeiro definir qual é o modelo de desenvolvimento que querem e depois ver se os projectos apresentados estão ou não de acordo com o modelo definido politicamente.

Já não é a primeira vez que os senhores vereadores reúnem para decidir que não podem decidir.

Dá mau aspecto. Seja ou não culpa da vereação, a verdade é que não devem agendar assuntos para os quais não estejam em condições de deliberar ou, pelo menos, de discutir com um mínimo de profundidade.

2010/07/08

Logo

As classificações do concurso, “ desenhe um logo para o município da figueira da foz”, já fora atribuídas segundo pude ver aqui.

Gosto do logo que ficou em primeiro lugar. Não gosto das cores.

Os tons escuros e o amarelo não fazem lembrar a praia ou o mar. Fazem lembrar o deserto.

Não fazem lembrar ondas mas sim dunas.

O sol tem um tom mais ameaçador do que convidativo.

Pessoalmente gostaria de ver outras cores.

A vencedora foi Rita Bugalho Vidas Galocha. Muitos Parabéns.

Se ainda forem a tempo no lugar destas cores

Logo Original e vencedor do concurso



Porque não estas.
Logo original mas no qual as cores foram alteradas





Nota: A alteração da cor do logo não é nenhuma apropriação do trabalho da autora, Rita Bugalho Vidas Galocha, ou adulteração do logo original. A alteração das cores do logo visa apenas exprimir uma opinião que seria difícil de concretizar por palavras. Enquanto cidadão procuro dar uma opinião sobre um símbolo que, no fundo, também acabará por me representar. Se por ventura outra interpretação for dada, que não é manifestamente a intenção do autor do blogue, o post será automaticamente removido. Agradeço por isso que qualquer referencia ao logo no qual a cor foi alterada seja seguido da expressa referencia ao logo original e à sua autora para que nenhuma confusão possa surgir nem o mérito artístico seja retirado a quem de direito. Neste caso a Rita Bugalho Vidas Galocha. Obrigado.

2010/07/07

Confusão??

Na entrevista do Sr. Presidente da Câmara ao Diário de Coimbra de 2 de Julho:

“DC: A revisão do PDM é uma das maiores preocupações manifestadas pelos autarcas das freguesias, principalmente as rurais.”

“JÁ: A revisão dos planos de ordenamento de território é uma matéria que tem tanto de importante como de sensível. Trata-se de um dossier que constatámos, ao contrário do que tinha sido diversas vezes anunciado, estar praticamente na estaca zero. Conheço vontade de expansão urbanística das freguesias, mas importa perceber que essa expansão só pode ocorrer de uma forma sustentada e não arbitraria, corrigindo alguns erros do passado nesta matéria nomeadamente o excesso de oferta de habitação nova, em detrimento da reabilitação, nas zonas urbanas, e possibilitando o desenvolvimento de todo o concelho.”


Não vou dizer que a pergunta era essencialmente sobre alhos e o Sr. Presidente respondeu com bugalhos.

Também não vou dizer que a resposta é a típica chapa cinco.

Vale para qualquer pergunta feita sobre a matéria.

Mas a verdade é que a pergunta enuncia claramente que a preocupação é dos autarcas das freguesias rurais.

Este magnífico PDM conduziu, “bem acompanhado” pela incapacidade de desenvolvimento económico à desertificação das freguesias.

Fizeram-se investimentos na reabilitação de escolas que agora estão a fechar.

Outros equipamentos relacionados com o acompanhamento de crianças estão com serias dificuldades.

É cada vez mais difícil encontrar gente para participar em projectos, sejam de que natureza for, porque simplesmente já não vivem nessas freguesias.

A falta de massa critica tem vindo a reduzir a capacidade de intervenção e participação das, e nas, freguesias.

As alterações as regras de recenseamento eleitoral além de terem afastado as pessoas das suas freguesias estão, e vão conduzir num futuro próximo, a uma quebra cada vez mais acentuada das transferências de verbas para as freguesias.

O problema do PDM nas freguesias rurais nada tem a ver com Lavos e com as freguesias urbanas que rodeiam a cidade.

No fundo o Sr. Presidente da câmara, provavelmente por ainda não ter percebido a gravidade e a extensão do problema, no lugar de responder aos autarcas dessas freguesias respondeu aos construtores civis.

2010/07/06

Registo 2

Lidio Lopes tem razão: “houve aqui um caso que só tem importância por estarmos na selly season.

O que Lidio Lopes não percebe, ou não quer perceber, é que o PSD Figueira está na selly season vai para cinco anos.

Não vale a pena repetir o que já escrevi no blogue. Quem quiser pode ler. Mas é bom relembrar algumas coisas.

Aqueles que fazem parte da estrutura concelhia do PSD e todos os outros, que não fazendo parte tem relevância politica, podiam e deviam ter resolvido o problema.

Bastava que no final das últimas eleições – que perderam por mais que lhes custe – , deixando passar algum tempo e já com a cabeça fria, tivessem feito um verdadeiro debate interno e uma verdadeira luta pela concelhia.

Curiosamente não houve esse debate. Curiosamente, ou talvez não, ninguém o quis.

Uns porque não tiveram coragem de enfrentar os resultados e entenderam que, calados e caladinhos lá conseguiriam passar pela chuva sem se molhar.

Outros porque entenderam que não era importante este combate e, por ventura, se as coisas correrem bem pode mesmo não vir a ser necessário. Acresce a sua convicção de que podem ganhar votações sem estar na concelhia.

Ambos porque, uma vez que Duarte Silva não é militante, podia arcar com a maior fatia da responsabilidade política pela derrota.

No fundo Lidio Lopes acha que chegará a algum lado politicamente se tudo correr bem, sem perceber nem explicar o que é o tudo ou o correr bem, e Miguel Almeida acha que sabe o que é o tudo e o correr bem porque, no fundo, entende, que tudo correr bem depende dele.

Os restantes são correias transmissoras das diversas sensibilidades.

Já o disse e volto a repetir. Neste momento Lidio Lopes e Miguel Almeida não fazem parte da solução do PSD Figueira mas do problema.

Está nas mãos deles inverterem este estado de coisas.

O concelho não são os militantes e tudo correr bem não pode estar dependente da incompetência ou da falta de resultados do actual executivo.

Ainda vamos a tempo mas não é neste registo.

2010/07/02

Registo

Para discutir determinado assunto devemos estar todos no mesmo registo.

Caso contrario, corremos o risco de nunca se perceber o problema.

As soluções podem ser diversas mas, a identificação do problema tem de estar feita.

Determinados conceitos também devem estar minimamente assentes.

Evitamos assim, e como se costuma dizer, confundir alhos com bugalhos ou, a beira da estrada com a estrada da beira.

Um pequeno e muito modesto contributo:

Uma instituição que tenha receitas de 50.000,00 e despesas 40.000.000 poupa 10.000.00

Uma instituição que tenha receitas de 50.000,00 e despesas de 80.000,00, se não gastar 12.000,00 não poupa rigorosamente nada. A unica coisa que faz é não gastar.

A poupança é a diferença - positiva - entre o que se tem e o que se gasta. Nunca é o contrário.

Enquanto não perceberem esta pequena diferença não percebem como se reduz um determinado passivo.

Golden mas pouco



Qualquer estado que queira proteger os sectores estratégicos da economia não privatiza ou privatiza parcialmente.

A golden share nunca passou de um esquema de faz de conta. Mesmo nos países onde inicialmente surgiram todos sabiam que elas não passavam disso.

Cedo perceberam que a verdadeira golden share eram grupos económicos fortes, capazes de competir e de afastar concorrentes.

Aqui pela paróquia houve dois grandes objectivos: a receita obtida com a privatização e manter um lugar de influencia partidária. Não houve, nem há, nada de estratégico.

Os privados sabiam bem disso.

Geriam a empresa, aceitavam ( cobravam) a existência de Boys e tudo corria bem.

Quando alguma coisa corria mal, um “bom” negocio versus o “interesse nacional”, “cediam”, patrioticamente em nome deste último.

Obviamente que o estado arranjava alguma coisa noutro lado para colmatar a falha. Sempre em nome do interesse nacional, obviamente.

Agora a necessidade ( fome ) e uma oferta generosa ( vontade de comer ) juntaram-se. O interesse nacional é o desespero de causa.

Noutros tempos não aceitavam a oferta. Provavelmente, daí a uns tempos apareceriam como grande entusiastas e financiadores de umas auto estradas e etc.

Que fique pelo menos a lição. BPN, BCP e tantos outros projectos partidários arruínam qualquer país.

Enquanto tivermos interesses privados dentro dos maiores partidos e uma parte da classe empresarial que vive a custa do REMGE (Rendimento Empresarial Máximo Garantido pelo Estado) não há nenhuma golden que nos valha. Nem a maçã.

Nota: já aquando da OPA da Sonae, o eng. Belmiro afirmou que a questão da vivo teria de ser resolvida. Não era possível manter este tipo de estrutura com os espanhóis.
O estadão e amigos entenderam o que se soube. Grande lambada.

2010/07/01

Boa


Pelos vistos foi aprovado pela Assembleia Municipal o grupo de trabalho que vai acompanhar o processo do parque desportivo de Buarcos.

Aguardo a aprovação:

- do grupo de trabalho para acompanhar a problemática do coreto,

- o grupo de trabalho que vai estudar a posição dos palcos instalados pela câmara,

- o grupo de trabalho que vai estudar a instalação dos fogareiros.

A dependência que hoje existe entre as diversas forças politicas permitiria realizar um trabalho de fundo, estrutural, relativamente à dimensão, funções e actuação da câmara.

Permitiria repartir a responsabilidade política das decisões mais importantes.

É confrangedor!

2010/06/30

A propósito



Benfica – Cerca de 171 mil sócios e 225 milhões de euros de passivo.

Naval – Cerca de 2.200 Sócios e 10.5 milhões de euros de passivo

Em termos percentuais, se os sócios de cada clube fossem chamados a pagar o passivo dos seus clubes os sócios da Naval teriam de desembolsar, praticamente, três vezes mais dinheiro que os sócios do Benfica.

Número de espectadores por jogo:

Benfica cerca de 48.019 – subiu 28,8% (relativamente à ultima época)
Naval cerca de 1.753 – desceu 20,92% (relativamente à ultima época)

A capacidade negocial e a marca Benfica rende muito mais que a marca Naval.

Não se vislumbra qualquer projecto que permita à Naval aumentar as receitas e, quanto a pagar o seu passivo, as dificuldades são mais do que muitas.

A união de Leiria deixou o seu estádio por falta de condições financeiras e vai para Torres Novas.

O estádio de Aveiro e do Algarve é o que se sabe.

Então porquê a constituição da SAD – que a mim não me diz respeito – e o pedido de participação no capital por parte da câmara municipal.

Faz algum sentido uma câmara nestas condições económicas entrar num projecto destes?

Quais eram os elementos que faltavam, já não digo ao executivo, mas à oposição para dizer que não?

Nota: não tenho nada contra a Naval nem contra a sua direcção. Apenas digo o que penso porque se trata de dinheiro público.

Adenda:
Aprígio Santos com 76% da SAD da Naval ....
Já a accionista Associação Naval 1.º de Maio, presidida há 19 anos pelo empresário, detém 20 por cento do capital social - cujo total ascende a 1,25 milhões de euros -- possuindo 250 mil acções.


Não deveria de ser o contrario.

2010/06/28

Vê lá se vais para explicar e acabas a ter que dar explicações.

Li na outra margem que o novo líder da concelhia do PS vai andar pelas freguesias a explicar as contas da câmara.

As contas da câmara já eram conhecidas antes das eleições. Basta ver o que o PS dizia na altura.

Agora pediram uma auditoria para justificar o que toda a gente já sabe e sabia.

Esta atitude é, no mínimo, uma falta de respeito pelas freguesias e pelos habitantes do concelho.

O que o novo presidente da concelhia deveria ir fazer às freguesias era explicar como é que nós podemos ler nas actas da câmara e assembleia municipal as intervenções dos vereadores e deputados socialistas, que referem este passivo ( ou muito aproximado), dois vereadores escreveram um livro antes das eleições sobre o que entenderam ser a situação do concelho, os candidatos do PS disseram o que quiseram em altura de eleições e mesmo assim o PS apresentou um programa eleitoral, falso, e sem qualquer apoio na realidade.

Os esclarecimentos devem ser apresentados a convertidos e à comunicação social. Para mostrar serviço e fazer figura.

A não ser assim uma pergunta ( ou varias) se impõe:

O Sr. Presidente quem é que tem problemas de memória?

Vem pedir desculpa pelo disparate de programa eleitoral que apoiou ou gozar com a nossa cara?

Qual é a diferença entre o passivo real e aquele que os senhores andaram a apregoar durante o mandato do PSD?

Nota: quanto ao líder distrital nada a dizer. O PS continua a fazer tudo para apagar os mandatos de Guterres. Para eles depois de cavaco foi primeiro ministro Durão Barroso, Santana Lopes e o “magnifico Sócrates.” O pântano que criou esta geração de socialistas não existe. Que miséria……..

2010/06/25

Sozinho?!



Uma opinião muito modesta.

Opiniões inteligentes deixo a cargo das luminárias socialistas e colaboradores sociais democratas

Já pensou que pode estar a puxar para o lado errado?

Já pensou que os que puxavam consigo era para comerem a mesa do orçamento e não por convicção?

Está a puxar para sair do poço ou para ir lá para dentro mais depressa?

Já percebeu? Está com dificuldades?

Ultima tentativa.

Conduzir numa auto estrada em contra mão é inteligente ou estúpido?
Ainda não?

Então puxa sozinho.

2010/06/24

Vamos lá então frei Tomás….



Deste lado joga-se em ataque e contra ataque. É assim o “desporto”. Não jogo é para o empate, para fazer o jeito ao adversário ou aos amigos da minha equipa.

As questões de substancia não estão resolvidas. Quem trabalha e não tem o local de trabalho na Figueira já percebeu isso à muito. Só não percebe quem não quer.

A blogosfera não percebe? A que se refere à actividade do PS e à gestão camarária com maior frequência é toda do PS. Ou melhor. Dos vários Partidos Socialistas da Figueira.

Marquem um jantar e entendam-se.

Mas vamos então ao resto. Continua-se a confundir a Figueira com o concelho da Figueira. Muitos dos problemas da falta de emprego na figueira devem-se a uma má gestão do espaço público e licenciamento.

A zona industrial da Figueira tem contribuído mais para fazer desaparecer empresas do concelho do que para as criar.

Impediu a implementação e desenvolvimento de outros pólos industriais no concelho.
Não tenho nada contra os empresários investirem na Figueira.

Respeito todos os empresários que o queiram fazer.

Seja na Figueira ou em outro local. Agora, uma coisa é o projecto e outra o procedimento de candidatura. Quanto ao ultimo os tribunais que decidam. Quanto ao projecto empresarial alguém acredita que um empresário vai colocar dinheiro para não realizar um lucro?

Quem acreditar nisto não cai à terceira cai logo na primeira. Num pais ( e na Europa pelos vistos e quem sabe no mundo em geral e na figueira em particular) com tanto empresário brilhante porque diabo só são capazes de andar onde estão câmaras municipais, serviços do estado, ordenamento do território ministério do ambiente, onde se pode negociar com ministérios e secretarias de estado, regionais, vender para o estado, exploração de espaços públicos, contratos com câmaras municipais, construção civil, etc.

Não investem em fábricas, produção industrial etc. É genético?

Já agora a entrada no capital da SAD da Naval é para evitar o quê?

Quanto a colectividades. Mas estas só existem para a altura das marchas? Quem já tenha estado na gestão de uma colectividade sabe perfeitamente que os maiores problemas não são de orçamento. Este é só uma consequência de tudo o resto. E o que é o resto? É a “desertificação” das várias freguesias, a falta de uma verdadeira distinção entre colectividades, entre actividades desenvolvidas e, entre muitas outras de que se podia falar, entre o que é o apoio à gestão corrente e o apoio a projectos integrados de desenvolvimento.

Propostas interessantes?????

Já não é de agora, pena é que o micro clima politico da figueira - PS e PSD – seja tão atado, que se discute ideias muito interessantes. O grande problema é que elas passam por uma reorganização administrativa da câmara, reafectação de recursos financeiros e humanos e encarar as juntas de freguesia como parceiros de desenvolvimento e não como parentes pobres. Os orçamentos tem de ser pensados globalmente, a quatro anos, tendo em conta todo o concelho e não freguesia a freguesia.

Propostas e reflexão sobre estas matérias já existem. Agora e desculpem a expressão, a merda é que nada disto pode ser inaugurado com pompa e circunstancia.

O coreto, o golfe de meia dúzia de buracos, a leitura e afins dá direito a fotografia.

A biblioteca infantil no Jardim é meritória? Claro que sim. Mas mais uma vez e o resto do concelho?

Iniciativa idêntica já foi levada a cabo por uma freguesia. O que as luminárias politicas da Figueira podiam discutir – mais uma vez não dá para inaugurar – era o estatuto da Biblioteca Municipal e dota-la de autonomia administrativa e financeira para que esta pudesse ter uma actuação a nível de todo o concelho. A biblioteca tem bons recursos humanos.

Agora a câmara é que não tem, nem teve, a visão do conjunto. Inteligentes são eles e como toda a gente sabe crianças só à na Figueira.

E como toda a gente sabe nas freguesias é que existem muitos espaços de leitura. Na figueira não. Era fundamental arranjar mais alguns e “longe” da biblioteca.

A FGT leva muita porrada? Merece. Não estou a dizer que é o Sr. A ou B.. É a entidade.

Se os políticos da figueira ainda não perceberam o turismo que existe e o que poderia existir na figueira podem dar orientações a uma entidade que deveria promover o que eles desconhecem? Desconhecem, aliás, as enormes potencialidades da junção entre a FGT e o CAE. Estamos apresentados.

O projecto do Golfe. Seja ele Buarcos ou da Lagoa da vela uma coisa é certa. O golfe em Portugal só é viável com projectos imobiliários. Não sou eu que o digo. São os próprios representantes do sector e que, ainda a bem pouco tempo andavam zangados com um associado por ter baixado os preços de utilização das suas infra-estruturas.

Isto é mau? Não. Mas falem claro e não queiram fazer dos restantes uns tontos.
O tempo que, da esquerda à direita, andam todos a achar que são uns incompreendidos e vitimas das más línguas vejam lá se reparam bem no que andam a fazer.

A medida que o dinheiro foi acabando os cidadãos começaram a ser mais assertivos.

Nos tempos que correm isto já não vai lá com festas e inaugurações. A vida dentro de casa está difícil e já não são vistas com bons olhos as pseudo politicas e iniciativas para a fotografia.

Cuidado com o relativizar das dificuldades!!!!!!!!!!!!

E principalmente não confundam a massa critica da sociedade, para o bem ou para o mal, com os rapazes de partido e os homens de mão.

2010/06/23

com que então a blogosfera?!!!


Não tenho por habito comentar, aqui, o que é dito em outros blogues. Já foi feito é certo.


Como não conheço ninguem, pessoalmente, da blogosfera figueirense tenho algum receio que a frieza do teclado dê azo a algum mal entendido.


Neste caso a dissertação é difusa. Um discursso Urbi et Orbi para afastar o mal que persegue os justos.


Como não estou com tempo vou esperar pelo fim de semana para dizer alguma coisa.


Escrevo apenas estas linhas para me vergastar pela cegueira que não me permite ver empresários a perder dinheiro pela figueira e pelo seu desenvolvimento. A zona industrial graças a tanto empreendedorismo está como se vê. Linda.



Nota: Como o blogue é meu o gajo de amarelo sou eu.

2010/06/16

Naval SAD

Pelos vistos, li aqui e aqui, foi ontem recusada em sessão de Câmara a votação sobre a participação da camara Municipal no capital social da Naval Figueira SAD.

Pelos vistos têm falta de elementos.

Com o devido respeito o problema não é a falta de elementos. O grande problema é a falta de memória, estudo e conhecimento da realidade económica e social do concelho.

Já agora também alguma desfaçatez.

Já o disse e repito:

- A manutenção da Naval na primeira divisão é artificial. Não tem capacidade económica, nem o concelho, e muito menos estrutura associativa.

- Durante estes anos não se viu uma tentativa de difundir e criar empatia no concelho pela Naval.

- A receitas e presenças de adeptos no estadio são o que se conhece

- As restantes fontes de receitas.. – quanto a estas é melhor perguntar ao único sócio presente na aprovação de contas.

- A manutenção da Naval na primeira divisão não passa de um projeco imobiliario e de negocios.

- Criadas as condições para a sua execução, realizados os mesmos, a naval e os passivos acumulados vão regressar ao seu ( infelizmente) lugar.

- Mas nesta fase não vão sozinhos. A intenção é quando estiver a cair trazer um parceiro para pagar a divida.

Pergunta a politicazinha que raio de capitalista é aquele que convida para accionista um sócio completamente falido?
A resposta é simples. Aliás basta ver grande parte da economia nacional.

O interesse é ter um socio ( devedor ) publico a responder ao seu lado.

Neste caso ainda tem mais interesse. Se a camara entrar no capital, com muito ou pouco ( só a perspectiva de ficar a naval com 20% e a camara com 40% deveria suscitar duvidas. Mas não) o que quer isso dizer na pratica?

Quer dizer que a camara não vai entrar em nenhum capital. Nestes casos isso é um eufemismo. A camara vai entrar é no passivo.

Depois por muitas resistencias que ajam a determinados projectos a camara, que deixa de ser gestora da coisa publica para ser também parceira na divida vai se ver na “obrigação” ( que já sabia mas vai fazer aquela cara de quem foi surpreendida) de aprovar tudo e mais alguma coisa.

Porquê?

Porque nós os coitados dos cidadãos não podemos suportar uma divida dessas.

Resultado.

Uma divida permanente, culpa pelos resultados desportivos e…………. basta ver a inteligente criação e gestão da zona industrial.

Estou deveras curioso para ver a posição do PSD e do Movimento Figueira 100%. Já agora se a aprovarem este disparate ( para ser simpatico) pelo menos não digam nada.

É que de insultos à inteligencia ( pouca ou muita) já estou farto.

Nota: As colectividades e pequenos clubes do concelho juntos tem muito mais socios que a Naval e ao nivel local e do concelho um impacto muito superior na vida das populações.

2010/06/14

Um pequeno exercicio



Tendo em conta o país que somos e a divida que temos para pagar, se fosse possivel aplicar o repúdio da herança previsto nos artigos 2062º e seguintes do Código Civil, qual seria a opção dos ilustres?

A) aceitar a herança com tudo o que ela tem de bom e de mau.

B)repudiar a herança e pegar no país, digamos, a partir de 1976 ( depois do "entusiasmo" da revolução).

2010/06/13

É a vida

Depois de ler nos blogues vizinhos alguns posts sobre o desaparecimento de determinadas figuras da nossa politica mais ou menos recente fico a saber quê:

- Oliveira Salazar foi um monstro. Dizer o contrário é branquear a História.

- Os complexos de inferioridade e a orfandade politica ainda obrigam a persistir na asneira do Fascismo Português;

- História económica é para branqueadores da História e,

- A grande diferença entre democracia e ditadura é o exercicio do poder.

Oliveira Salazar se não tivesse exercido o poder à luz destas teorias teria sido um democrata.

Na política como na vida em determinado momento é preciso abandonar os fantasmas mesmo os que dão algum conforto:

“Partiu!
Ele mesmo se foi embora, o meu único companheiro, o meu grande inimigo,
O meu desconhecido,
O meu deus carrasco!...

Não!
Volta!
Com todos os teus suplicios!
Todas as minhas lagrimas correm para ti!
E a ultima chama do meu coração
Abrasa-se para ti!
Oh!, volta,
Meu deus desconhecido, minha dor, minha ultima felecidade!

(Assim Falou Zaratustra – Nietzsche)

Nota: O post é crítico politicamente. Não tem qualquer conotação pessoal, relativamente às figuras históricas já desaparecidas.

2010/06/12

Toma Lá (sua excelencia) Mota Amaral

"Li o relatório de João Semedo. E, nos jornais, esta frase extraordinária, do juiz de instrução da comarca do Baixo Vouga: «o caso TVI apenas se percebe com a análise das escutas das conversas entre Armando Vara e Paulo Penedos». O relatório da CPI PT/TVI será discutido e votado na próxima semana. Estamos conversados."

Já se esperava este tipo de comentarios.

A interpretação juridica em Portugal morreu à muitos anos.

Hoje o que temos são criativos da interpretação juridica.

Esta magnifica interpretação pode levar a situações "curiosas".

O Ministro X está a ser investigado por um determinado crime que prejudica o país. Não se levantam quaisquer duvidas sobre a legalidade dos meios de prova e da prova obtida no processo penal.

Uma comissão de inquerito que apura as responsanbilidades politicas do dito ministro é imformada pelos orgãos judiciais das provas( por ex. escutas e documentos) e em relação às mesmas não põe qualquer entravo na sua utilização.

O presidente da Comissão e os criativos da interpretação juridica dizem que esses elementos não podem ser utilizados nos trabalhos dessa comissão?

A comissão conclui pela falta de provas relativas à responsabilidade politica do dito ministro.

Mais tarde, findo o segredo de justiça, presumivelmente logo após o fim do inquérito e a apresentação da acusação, esses elementos são publicos.

Ficamos a saber desses elementos que o dito ministro com a sua actuação lesou o país.

Como fica a comissão de inquérito? Enxovalhada como já se começou a ver.

Merece algum respeito. Não.

Mas fica por aqui? não.

Em processo penal tem de ser feita prova dos alegados crimes em julgamento. Pode até ter confessado no inquerito que isso não é relevante em julgamento.

Tem ainda direito a sua absolvição em caso de duvida.

Sera porventura absolvido no processo crime. Relativamente às responsabilidades politicas já o tinha sido.

É por estas e por outras que temos esta justiça miseravel.

Mas fica por aqui? Não.

É tambem por estas razões que não atraímos projectos e gente credivel para o nosso país.

Gente séria e habituada a trabalhar com seriedade não vem para países com esta gente.

A generalidade dos que nos procuram ou são iguais a esta gente ou conhecem bem o metiê. Pagam a quem "devem",instalam-se, facturam e vão à procura de outro "hospedeiro"

É muito triste...........................................
Adenda: Este também já falou. Toma Lá outra!

Ainda os fogareiros?!

Como todos sabemos fomos salvos pela ASAE.

Podemos mesmo dizer que se não fosse essa maravilhosa criação as intoxicações alimentares tinham conntinuado à média de uma duzia por semana.

O magnifico ministério do Ambiente também deu uma preciosa ajuda.

Hoje somos melhores e estamos seguramente melhores.

Os tolinhos dos Espanhóis ( que não sabem nada de direito comunitário ) é que continuam a aplicar as directivas de forma a que a sua actividade economica progrida.

Ficamos também a saber que os fogareiros são bem mais perigosos para o ambiente do que uma "fabrica de resinas".

já só falta a instalação de um grelhador necessitar de um estudo de impacte ambiental ao contrario das ditas fabricas.

Mas, neste pais de juristas e de rigor, a realidade continua a não colaborar.

Assim as intoxicações alimentares continuam, curiosamente a esmagadora maioria ligada a prestadores de serviços ao estado e as as normas ambientais, quando interessam a alguns, a não terem tanta importancia.

Em resumo: Para esta gente Portugal seria um extraordinário país desde que não tivesse Portugueses, fogareiros e colheres de páu.

Nota: Não confundir colher de páu com cara de páu. Esta ultima caracteristica é fundamental para a sobrevivencia destes senhores.

Deve ser da época!?



Talvez devido ao calor os rapazes andam mais preocupados em defender a proibição dos fogareiros do que a "água" da piscina de mar.

vamos esperar pelo inverno. O calor é bem vindo, e os fogos da piscina de mar serão apagados no aconchego do lar.

Quanto a nós nem o fogo nem a água apenas a factura.

2010/05/25

Futebol ou ……….

Via marcha do vapor tomei conhecimento desta notícia.

Nunca percebi o interesse de ter a Naval na primeira divisão. Não faz o mínimo de sentido. O concelho não tem estrutura económica para ter um clube na primeira divisão.

Era preferível criar uma estrutura desportiva de base, e com condições para apoiar o desenvolvimento de diversas modalidades desportivas no concelho.

Contudo, nunca foi esta a opção. Mais intrigante é que nunca foi feito um esforço para criar uma empatia entre o “espírito” da Naval e o concelho.

Existem mais adeptos da Académica do que da Naval. Então porque a insistência em estádios – onde ninguém vai- e numa manutenção que apenas tem criado passivos?
Só vejo duas hipóteses:

Ou uma ambição desmedida de crer estar entre os grandes sem qualquer sustentabilidade ou,

Aguentar a Naval na primeira divisão até os projectos imobiliários sonhados (ambicionados por alguns) iniciarem o seu percurso.

Cada um tira as conclusões que quiser. Tenho para mim que o “projecto Naval” é um projecto imobiliário que mantém e sustenta artificialmente a Naval na primeira divisão.

Resta saber o que acontece primeiro. Ou acaba o dinheiro, ou começam os projectos. A Naval é que não me parece ter grande futuro.

2010/05/21

Informação

Como tenho estado fora alguém me pode dizer se o mundo mudou hoje?

Apenas em Portugal continental e ilhas que, como toda gente sabe, é onde o mundo muda com a maior das facilidades.

Como a água e o azeite…

Também a politica.

Enquanto houve dinheiro para gastar os políticos sabiam sempre o que fazer. Ascendeu à política e à qualidade de político o pior que uma sociedade pode produzir.

Como se costuma dizer “ ele rouba mas faz”.

Quando são necessárias soluções capazes, rasgo e capacidade verificamos o deserto que é a nossa classe política. A nível nacional e local.

Num concelho que, apesar de se situar a beira mar já sobre à muito dos problemas de concelhos do interior, envelhecimento, desemprego, emigração, desertificação os candidatos à concelhia do PS procuram saber qual deles é o mais “habilidoso” demonstrando publicamente as razões pelas quais nunca deveriam estar em qualquer actividade ou lugar institucional, o actual presidente recebeu um bónus para seguir para a administração de um hospital área que não domina, a câmara municipal anda entretida com coretos, nove buracos ( mas não na via publica) mercado municipal, uma divida que ainda não perceberam, o CAE e os ordenados simbólicos de € 1.500,00 etc e o PSD anda a fazer um esforço para que ninguém descubra que eles não sabem o que andam a fazer.

A nossa grande dificuldade não é a resolução dos nossos problemas. A nossa grande dificuldade e o nosso grande objectivo terá de ser a descoberta de um meio de nos livrarmos desta gente.

Este é o nosso grande problema e para a sua resolução não podemos contar com a ajuda externa ou a retoma. Tem de ser resolvido nós.

2010/05/12

Grau zero



Se estas declarações corresponderem a verdade apenas podemos tirar uma conclusão:

Se algum destes senhores ganhar as eleições concelhias é, no mínimo, a custa da trapaça.

Não é preciso ser muito conhecedor do assunto para perceber que a “criação” de militantes implica também o pagamento das respectivas quotas.

De onde vem o dinheiro? Que promessas são feitas?

A política, os partidos e os políticos atingiram um nível de despudor que não é aceitável.

É destes antros, desta forma de actuar que querem que saiam aqueles que vão gerir dinheiros públicos? São estes os exemplos e os modelos a seguir?

Não estamos nesta situação vergonhosa e miserável devido a uma grande conspiração internacional.

Uma sociedade que não se dá ao respeito não pode querer ser respeitada.

2010/05/07

Na moda


Está na moda, como se costuma dizer, falar mal dos políticos.

Reduzindo a questão a micro cosmos politico da figueira, uma vista de olhos às caixas de comentários de blogues onde são colocados posts relacionados directa ou indirectamente com as eleições para a concelhia do PS ( podia ser de outro partido) ficamos a perceber melhor o estado em que estamos.

A maioria dos candidatos são políticos profissionais. A tempo inteiro ou parcial conforme de mais jeito.

Curioso é que os apoiantes também. Temos então políticos profissionais e apoiantes profissionais.

Eles vivem para e do partido. São os cargos, empregos, as benesses para amigos e familiares.

No fundo a câmara municipal é uma grande “Manutenção militar” onde a rapaziada se vai aviar ou arranjar “vales” para se aviar noutro lado.

Aqueles que hoje se apressam a colocar o Paredes de lado e a dizer dele aquilo que nem os adversários políticos dizem são os mesmos que tudo fizeram para que este se mantivesse na concelhia.

Agora que ganharam a “manutenção” o dito devia estar calado e caladinho. Como não o fez nem deu o lugar aos novos paredes em potência o caldo entornou.

A boa maneira portuguesa a que arranjar um “vale” para o hospital de Ovar a ver se a coisa se resolve. Não lhes interessa o sistema de saúde e a sua qualidade. Não percebem que a má gestão do sistema é que vai conduzir ao seu fim. Não. O objectivo são eles e o resto que se dane.

Ao olhar para esta realidade já não sei o que é mais difícil. Não sei se é derrotar estes políticos de coluna vertebral bastante danificada se a maioria dos invertebrados dos seus apoiantes.

Em qualquer dos casos o nosso futuro está entregue. Aos bichos diga-se.

2010/05/04

Perceber o básico



Continua a discussão sobre o TGV.

Entre muitos argumentos ( infelizes) agora vem também a mobilidade.

De uma vez por todas entendam uma coisa: Mobilidade não é mudar de um lado para o outro. Isso até a pé se faz caramba.

Mobilidade é a possibilidade de poder realizar uma actividade profissional ou mudar a “vida” ( habitação, trabalho etc) para outro local.

Mobilidade nos tempos que correm não tem nada, ou tem muito, pouco a ver com deslocar-se para algum lugar.

Por isso o impacto do TGV na “mobilidade” dos Portugueses é ZERO

Traduzir



A criação de um dicionário de declarações políticas seria deveras interessante.

No Publico: Inês de Medeiros prescinde de pagamentos de viagens

Vamos Traduzir:

- Esta afirmação quer dizer:

1- a Sr.ª deputada não vai cumprir o mandato até ao fim ou acha que ele não dura até ao fim da legislatura;

2 – O que não é pago através da Assembleia acabará por ser pago com recurso a outros expedientes ou nomeações, etc,;

3 – Vai exercer o mandato a meio tempo ( para arranjar outros “meios” de subsistência) Ou finalmente;

4 – vai encarar este prejuízo como um investimento para aceder a futuros cargos.

Veremos a seu tempo qual das hipóteses se verifica.

A esmagadora maioria dos políticos portugueses não abdica de nada. Dá para perceber?

2010/05/02

Retratos




Durante a semana esta imagem apareceu em diversos blogues.

De forma directa e indirecta criticavam o Presidente da Republica pela sua atitude em relação à actuação do Governo e do Primeiro Ministro.

Passaram 6 meses desde que cerca de 6 ou 7 milhões de Portugueses foram chamados a dizer se queriam ou não este primeiro ministro.

Disseram que o queriam. Já se sabia quem era o PM e o irrealismo das suas ideias.

Agora querem que um Presidente da Republica, que tem poucos poderes, limpe a m....da que eles fizeram.

A Sociedade portuguesa porta-se como um jovem irresponsavel. Querem ter a liberdade para fazer o que lhes apetecer e quando corre mal acobarda-se e quer que outros resolvam os problemas que eles mesmos criaram.

É o mesmo em relação à divida. sabiamos o que tinhamos de fazer. Fizemos o contrario e agora os maus são os Alemães que não querem dar uma ajudinha.