
“O que me deixa curioso é que o PS parece ter abdicado da caça às bruxas e prepara-se para juntar o útil ao agradável. Culpa o Paredes pela derrota do Luís Tovim e arranja o argumento, que não conseguiu encontrar pelo menos nos últimos 4 anos, para se ver livre do dito.” Escrito em 09/11/2009
Pelos vistos esta ideia está a ganhar cada vez mais consistência na cabeça (e talvez nas acções) de muitos socialistas.
A responsabilidade política deve ser assumida pelo líder? Obviamente.
Agora, o que não deixa de me espantar, embora sem me iludir, é a capacidade de esquecer que os militantes e dirigentes dos partidos têm nestas alturas.
Quem chegasse e não conhecesse a nossa realidade chegaria à conclusão que o Paredes concorreu sempre sozinho, contra tudo e contra todos, nas listas que apresentava só figurava o seu nome, nunca teve oposição, nunca teve apoiantes ou seja, que o estado a que a coisa chegou é da sua exclusiva culpa.
É esta “magnífica” característica da nossa política que permite que pseudo militantes passem pela chuva e pelo sol sem se molharem ou queimarem.
Estiveram sempre ao abrigo ou à sombra.
Estiveram sempre contra mesmo quando estavam a favor; apoiaram sempre mesmo quando se opunham; estiveram sempre com o líder mesmo quando estavam contra ele; estiveram sempre nas listas mesmo quando tinham outras em mente.
No final o líder se não se agarrar bem está fora e derrotado. Eles estão sempre dentro e ganhadores porque afinal não estavam quando estiveram e apareceram quando deviam ter aparecido sem nunca afinal de lá terem saído. Puros e sem macula chamando sempre à atenção, dos mais distraídos, que aquele resultado foi o que sempre defenderam.
E nós crédulos, apoiamos esses homens e mulheres, modelos de coerência e virtude porque afinal, eles estavam lá, ao nosso lado, nós é que não os víamos.
Nota: vou guardar o post. Se mudar os nomes deve dar para aplicar ao PSD.
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